Governo aumenta IOF e torna mais cara a compra do dólar

Por Redação | 02.05.2016 às 12:03 - atualizado em 02.05.2016 às 12:21

Quem está pensando em comprar dólar, ou qualquer outra moeda estrangeira, para viajar pode ter que correr às casas de câmbio. O governo federal anunciou um aumento de quase 200% na alíquota do IOF para compra de dinheiro internacional, que vai dos atuais 0,38% para 1,1%, e passa a valer nesta terça-feira (03). O incremento na alíquota vale apenas para a aquisição de valores em espécie.

Basicamente, é uma medida que impacta diretamente aqueles que estão planejando uma viagem ao exterior. Hoje, a compra de US$ 100 a uma cotação de R$ 3,50 exige o pagamento de R$ 1,33 em impostos. Com a nova tabela, entretanto, nas mesmas condições, será preciso pagar R$ 3,85 em tributos para o governo.

Trazendo para o mundo da tecnologia, o aumento nos tributos torna mais caras, por exemplo, as compras de eletrônicos no exterior, ainda procuradas por bastante gente, mesmo com a alta do dólar. A compra de um iPhone 6s com 16 GB de memória, que na cotação desta segunda-feira custaria R$ 2.277, passa a sair por R$ 2.294. Mesmo com o aumento, porém, ainda parece ser uma boa opção, levando em conta que, no Brasil, o mesmo modelo é vendido por R$ 4 mil.

Para o Ministério da Fazenda, trata-se de mais uma medida para aumentar a arrecadação do governo. A expectativa é que, com o aumento do IOF, mais R$ 2,3 bilhões entrem nos cofres do governo todos os anos. O decreto foi publicado nesta segunda-feira (02) no Diário Oficial da União, o que faz com que ela passe a valer apenas na terça.

Apesar disso, entretanto, a Receita Federal diz não esperar uma corrida aos bancos e casas de câmbio nesta segunda. Para o órgão, os brasileiros sempre se planejam na hora de viajar para o exterior e, sendo assim, o aumento, considerado pequeno, deve se encaixar nisso. Além disso, confirmou que a mudança tem a ver com a redução no déficit das contas públicas, mas negou que esteja relacionada ao aumento no Bolsa Família, anunciado neste final de semana pela presidenta Dilma Rousseff.

As transações feitas com cartões de crédito ou pré-pagos, entretanto, não devem sofrer mudanças. Desde o final de 2013, a alíquota para compras feitas com eles já é de 6,38%, e continua nesse patamar. Para o governo, aumentar o imposto sobre as compras em espécie também seria uma forma de alinhar as tributações sobre as moedas estrangeiras, mas que no caso do dinheiro em espécie, o incremento não foi tão grande devido ao impacto que isso teria sobre as operações de câmbio.

Fonte: G1