Google vê sua receita crescer 12% no primeiro trimestre e lucra US$ 13,9 bilhões

Por Redação | 24 de Abril de 2015 às 05h40

O Google anunciou nesta quinta-feira (23) que fechou o primeiro trimestre de 2015 com um receita de US$ 17,3 bilhões, um aumento de 12% em comparação com o mesmo período do ano passado. A receita líquida foi de US$ 13,9 bilhões, contra os US$ 12,2 bilhões dos três primeiros meses de 2014.

Apesar do crescimento nos lucros, ajudado principalmente por conta do aumento de 13% no número de anúncios e também no total de cliques pagos, os resultados ficaram abaixo das expectativas de Wall Street, uma vez que o preço médio dos anúncios (ou o custo por clique que a empresa cobra dos anunciantes) caiu 7% no primeiro trimestre.

A receita de anúncios do Google tem sido pressionada à medida que mais consumidores acessam seus serviços online em dispositivos portáteis, como smartphones e tablets, nos quais os preços dos anúncios são mais baixos, em geral. As vendas de publicidade no primeiro trimestre subiram 11%, para US$ 15,51 bilhões.

A receita consolidada aumentou para US$ 17,26 bilhões, ante US$ 15,42 bilhões um ano antes, e o lucro líquido subiu a US$ 3,59 bilhões (aumento de 3,9% em relação ao ano passado), ou US$ 5,20 por ação, ante US$ 3,450 bilhões, ou US$ 5,04 por papel um ano antes. Excluindo itens não recorrentes, o Google lucrou US$ 6,57 por ação. Grande parte dos analistas esperava que a empresa lucrasse em média US$ 6,60 por ação e tivesse receita de US$ 17,5 bilhões, segundo a Thomson Reuters.

Parte da queda no ritmo de crescimento na receita do Google se dá porque a companhia sempre focou seus investimentos na versão desktop de seus serviços, ignorando os aplicativos para dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Por causa do novo cenário, que deve ficar ainda mais concentrado no mundo mobile, a entidade fez mudanças significativas nesta semana, quando anunciou um novo algoritmo de busca que a partir de agora prioriza resultados com sites otimizados para aparelhos portáteis. Isso não só força outras empresas a se adaptarem ao novo modelo, como também a melhorar a experiência dos usuários.

Além disso, como forma de expandir seus negócios no campo da mobilidade, o Google revelou a primeira fase do Project Fi, um serviço de telefonia móvel que entrará em fase de testes para donos do Nexus 6 nos Estados Unidos. A ideia é permitir que os consumidores não encontrem problemas para contratar ou cancelar pacotes de dados, como também ter à disposição "a melhor conexão de internet possível de acordo com sua localização", segundo a companhia. Por enquanto, não há previsão de lançamento da plataforma em outros países, nem se usuários de outros modelos de smartphones poderão participar da iniciativa.

Fontes: Google (Resultados financeiros do 1º trimestre de 2015), Reuters

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