Google recebe 1.500 pedidos de remoção de links piratas por minuto

Por Redação | 23 de Novembro de 2015 às 13h04

Detentores de direitos autorais não têm deixado o Google em paz. Por dia, a companhia recebe mais de 2 milhões de solicitações para remover links para conteúdos supostamente ilegais que aparecem nos resultados do maior e mais popular buscador da internet.

Em média, são mais de 1,5 mil solicitações por minuto de empresas que apresentam notificações baseadas no DMCA (Digital Millennium Copyright Act ou, em tradução livre, Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital), a controversa legislação estadunidense criada a fim de criminalizar a violação dos direitos autorais.

Há quatro anos, as solicitações chegam a apenas algumas centenas por dia. O próprio Google apresenta um gráfico no qual exibe a evolução da quantidade de pedidos para remoção de links — só na última semana foram mais de 15 milhões.

Em outubro de 2015, o Google recebeu mais de 65 milhões de solicitações envolvendo mais de 72 mil domínios específicos. Os pedidos tiveram origem em 5.492 proprietários diferentes e vieram por meio de mais de 2,5 mil organizações informantes. Entre os grupos que mais fizeram solicitações está a seção brasileira da APDIF (Associação Protetora de Direitos Intelectuais e Fonográficos).

Relatório de transparência do Google

Evolução da quantidade de solicitações nos últimos anos. (Foto: Reprodução/Google)

O site Torrent Freak problematiza a questão, informando que as solicitações normalmente incluem, de fato, links com conteúdo pirata, porém, o grande volume de pedidos pode ocasionar em erros. Para tentar ser mais preciso, o Google trabalha desde o último ano para incrementar os seus algoritmos de busca a fim de identificar conteúdos que violam direitos autorais.

Com isso, tem ficado cada vez mais difícil encontrar sites de torrent entre os resultados do buscador, por exemplo. Organizações representantes da indústria do entretenimento pressionam o Google para que sites que compartilham pirataria sejam completamente removidos, mas a companhia vê tal prática como censura e prefere agir pontualmente.

Fontes: Torrent Freak, Google

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