Google quer testar internet “via ar” nos Estados Unidos

Por Redação | 07.11.2015 às 12:15

Se o Spaceport America já é reconhecido como o embrião da exploração comercial do espaço, com empresas como SpaceX e Virgin Galactic já atuando por lá, o Google quer transformá-lo também em local de testes para uma nova forma de entregar acesso à internet. A empresa submeteu à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos um pedido para usar o espaço, no estado americano do Novo México, em testes de uma nova forma de transmissão “via ar”, utilizando aeronaves que voem a 25 mil pés de altura.

O sistema funciona a partir de ondas de rádio, que são transmitidas do equipamento para estações em solo, e na sequência disponibilizadas para os usuários. Como todo experimento que envolve aeronaves não tripuladas, o Google precisa de autorização governamental, uma vez que a utilização de drones ainda não foi sancionada pelos órgãos públicos, que continuam buscando uma forma de integrá-los à malha aérea já existente nos EUA.

Além do Spaceport America, o Google solicitou autorização para experimentar a tecnologia em uma reserva indígena na cidade de Warm Springs, no Oregon, e em Pescadero, na Califórnia. A ideia é observar como o sistema funcionaria em áreas mais abertas e com poucos prédios, uma geografia semelhante às regiões isoladas e pouco desenvolvidas para as quais os projetos de fomento no acesso à internet são voltados.

Não se sabe ao certo se a empreitada se trata de uma extensão do Project Titan, que já utiliza drones para promover web, ou se é uma iniciativa independente. Vale lembrar que o Google também possui outras iniciativas semelhantes, como o Project Wing, que quer usar as aeronaves não-tripuladas para entregar encomendas, e o Loon, que utiliza balões para levar a rede a áreas isoladas.

O pedido de autorização foi feito em junho deste ano, e os experimentos aconteceriam entre os dias 31 de agosto de 2015 e 27 de fevereiro de 2016. O processo é sigiloso, e justamente por isso, boa parte da documentação liberada ao público foi omitida para proteger segredos industriais. Nem o Google nem a FCC informaram se a liberação foi concedida e se os testes estão sendo realizados.

Fonte: Business Insider