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Google quer rodar apps de Windows no ChromeOS e compra empresa especializada

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 06 de Junho de 2024 às 08h10

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Ivo/Canaltech
Ivo/Canaltech
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O Google anunciou a compra da Cameyo, uma empresa que oferece serviços de virtualização de apps, nesta quarta-feira (5). Com a aquisição, a gigante das buscas leva para casa a tecnologia que permite rodar programas de Windows no ChromeOS pelo navegador ou via Progressive Web Apps (PWA). O valor da transação não foi divulgado.

Google vai às compras

A compra foi anunciada no blog do Google Cloud pelo CEO da Cameyo, Andrew Miller, e pelo chefe de gerenciamento de produtos do ChromeOS, Naveen Viswanatha. No comunicado, a dupla lembra da parceria anunciada pelas duas empresas no ano passado, graças à solução de Entrega de Aplicativos Virtuais (VAD, em inglês).

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A tecnologia, caso não esteja a par, garante a virtualização de aplicativos de outros sistemas para rodá-los via web, sem a necessidade de instalação local de softwares extras. Esse processo não só simplifica o acesso aos apps como garante mais segurança e torna os programas acessíveis sem depender de um ambiente de trabalho virtual separado.

Entre as praticidades oferecidas por essa solução está o acesso aos softwares para Windows no ChromeOS. Essa solução foi, inclusive, citada em uma publicação mais antiga no blog da Cameyo, onde a empresa sustenta que a sua tecnologia de VAD permite o acesso a apps do Windows por meio do navegador Chrome ou PWAs.

“Não há necessidade de desktop virtual ou emulador baseado em Windows, porque os aplicativos não estão sendo executados no dispositivo local”, diz a publicação da Cameyo. Em vez disso, basta ter conexão com a internet para executá-los remotamente.

Foco em virtualização

E é justamente nesse ponto que o Google mira com a aquisição. Na publicação do blog do Google Cloud, os executivos ressaltam que a aproximação é um “marco significativo em nossa missão de tornar os aplicativos legados acessíveis e fáceis de gerenciar dentro do ecossistema ChromeOS” — ou seja, levar programas existentes ao sistema operacional.

Não à toa, o Google defende várias vezes ao longo da publicação que “o futuro da computação do usuário final é baseado na web”. O artigo chega a citar um estudo recente da Forrester, onde nove em cada dez entrevistados do setor TI “imaginam um mundo onde os aplicativos residem na nuvem, e não no desktop”.

Diante da aproximação, Miller e Viswanatha sustentam que, para quem utiliza ChromeOS, a medida vai simplificar a instalação de apps, reduzir os custos de TI e garantir melhorias na segurança e produtividade. 

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Contudo, a dupla não informou os valores da transação e nem os próximos passos. Mas ressaltou que a união do “poder do ChromeOS” e as tecnologias de virtualização da Cameyo capacita “as empresas a modernizarem a sua infraestrutura de TI, preservando ao mesmo tempo os seus investimentos em software existente”.