Google pode ter influenciado reeleição de Dilma, afirma pesquisador

Por Redação | 17 de Setembro de 2015 às 08h50
photo_camera Foto: Reprodução

O Google teria determinado o resultado das últimas eleições presidenciais que reelegeu Dilma Rousseff, de acordo com Robert Epstein, PhD em psicologia pela Universidade de Harvard e pesquisador sênior do Instituto Americano para Pesquisa Comportamental e Tecnologia.

Epstein chegou até essa conclusão com base em pesquisas em eleições presidenciais de outros países, como a Índia, em 2014. O pesquisador afirma que a gigante das buscas tem o poder de não só influenciar, mas como determinar o resultado de um quarto de todas as eleições nacionais do mundo, seja para presidente ou para o parlamento. Segundo ele, o site pode afetar até mesmo as disputas mais concorridas, como a que aconteceu no ano passado, quando Dilma Rousseff venceu Aécio Neves com uma margem de 3,28%.

"Ao longo da história, sempre que uma empresa teve muito poder - estivesse abusando dele ou não - tivemos que criar proteções", comenta Epstein, que acredita que o Google precisa ser controlado.

A companhia se manifestou contra o estudo, afirmando que a hipótese não é verdadeira e que jamais alterou resultados de buscas para manipular os usuários. Veja a resposta completa:

"Não há nenhum fato verídico na hipótese levantada pelo senhor Epstein de que o Google poderia trabalhar secretamente para influenciar o resultado de uma eleição. O Google nunca alterou a classificação dos seus resultados de busca em nenhum dos tópicos pesquisados pelos usuários (incluindo eleições) para manipular a opinião pública. Mais que isso, nós não produzimos nenhum ranking específico para eleições ou candidatos políticos. Desde o início, nosso objetivo com a busca é fornecer as respostas e resultados mais relevantes para nossos usuários e qualquer alteração nesta conduta acarretaria na diminuição da confiança em nossos resultados e, por consequência, em nossa empresa."

A questão levanta um debate sobre o quanto as tecnologias podem influenciar nas decisões e na vida dos usuários e o quanto as companhias se beneficiam deste assunto.

Fonte: Info Money, BBC

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