Google passa a trazer links para lojas em resultado de busca de imagem

Por Redação | 11 de Abril de 2017 às 16h28

O Google trouxe uma novidade para quem costuma procurar produtos em seu sistema de buscas. A empresa fez uma mudança no modo como os resultados nas pesquisas de imagens são exibidos, deixando a interface mais parecida com a de uma loja. E isso não é por acaso, já que a ideia é facilitar para o consumidor encontrar aquilo que deseja comprar ao mesmo tempo em que ajuda os lojistas a aumentarem suas vendas.

Como todo novo recurso do Google, essa função ainda está sendo testada e está disponível somente em dispositivos móveis e para quem fizer uma pesquisa usando o motor de busca integrado ao Android. Além disso, é possível que a novidade ainda não esteja disponível para todo mundo. Ainda assim, o que chama a atenção mesmo é como tudo está sendo feito.

Ao pesquisar por imagem de algum produto, o próprio resultado traz sugestões de lojas online você vai encontrá-lo. Em um primeiro momento, isso é ótimo para economizar tempo. Se você quer um tênis por exemplo, já busca seu visual para saber se ele vai combinar com suas roupas e vê, logo abaixo, quanto ele custa. Por outro lado, como detalha o site The Verge, as recomendações de parceiros também acontecem quando você procura por algo um pouco mais genérica. Se você quer a imagem de uma modelo na praia, por exemplo, a bolsa e os óculos de sol que ela utiliza podem aparecer na lista de sugestões de compra.

Por enquanto, pelo menos neste primeiro momento, o Google está se limitando apenas a essas três categorias de produtos, mas já há planos de expandir o catálogo muito em breve. De acordo com a companhia, outras vestimentas devem ser acrescentadas já em alguns meses, assim como utensílios domésticos e de jardinagem.

No Brasil, o chamado Itens Semelhantes já está disponível, mas de maneira pouco eficiente. Isso porque as lojas que o Google recomenda são sempre estrangeiras, como eBay e outras redes internacionais.

Segundo a companhia, as recomendações são feitas a partir de análise de comportamento do usuário, semelhante ao que grandes redes do varejo fazem quando querem recomendar algum produto semelhante ao consumidor que acesso o site da loja. Mas parece que essa não é a única variável levada em consideração, pois há uma boa quantia de metadados nas imagens para que todas essas informações se cruzem — e já é sabido que a busca da empresa estava aceitando esse tipo de dado desde o último mês de dezembro.

Ainda assim, isso está bem longe de ser considerado algo negativo para o usuário. Na verdade, essa função era algo que o próprio consumidor pedia por algo assim, já que esse modelo mais próximo do Pinterest ajuda muito na hora de fazer compras online, economizando tempo de pesquisa. E se é bom para as pessoas é melhor ainda para o Google, que vai ganhar uma fonte a mais de receita, podendo vender esse espaço para marcas que buscam mais destaque nos resultados.

Via The Verge

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