Google: 'Milhares de balões do Project Loon serão colocados nos céus'

Por Redação | 20 de Abril de 2015 às 11h21
photo_camera Divulgação

Levar internet para todas as regiões do planeta é um dos objetivos de grandes empresas de tecnologia. O Facebook tem o Internet.org, que por sinal deve chegar ao Brasil em breve, e o Google aposta no Project Loon, que utiliza balões para transmitir sinal de rede em locais onde as conexões dificilmente conseguem chegar.

Para mostrar o andamento da iniciativa, a companhia divulgou um vídeo com os bastidores do projeto, passando desde os primeiros conceitos da ideia até aos testes mais recentes, mostrando a fabricação dos materiais usados nos balões e a colocação dos equipamentos nos objetos flutuantes - agora bem mais modernos que os primeiros protótipos. Além disso, o Google sinaliza que colocará ainda mais balões nos céus nos próximos meses.

De acordo com Mike Cassid, engenheiro e líder do Project Loon, a ideia de colocar essas peças nos ares está em desenvolvimento há pelo menos dois anos. Desde então, a empresa tem feito experimentos junto a operadoras do mundo todo, como Telstra (Austrália), Vodafone (Nova Zelândia) e Telefônica (América Latina), que estão testando os balões há cerca de seis meses. Em junho do ano passado, o Google conclui com sucesso testes em Teresina, no Piauí, quando levou internet para salas de aula de regiões carentes da cidade.

Cassid também explica que a produção dos balões agora está bem mais rápida e simples. "Antes precisávamos de três a quatro dias para montar um único balão. Hoje, graças à uma unidade própria de fabricação, temos sistemas automatizados que podem fabricar um balão em apenas poucas horas. Estamos chegando ao ponto em que poderemos produzir milhares de balões", disse. Segundo o executivo, o lançamento dos balões aos céus também está mais ágil: se antes a companhia conseguia lançar apenas um balão por dia, agora "dúzias deles" podem ser colocados em operação por dia.

Cada balão possui 15 metros de diâmetro e circula com equipamentos como antenas de rádio, computadores de voo, sistema de controle de altitude e painéis solares, que são os responsáveis pela produção de energia para o objeto. Os balões voam a 20 mil metros do solo, acima dos aviões e das nuvens e, por enquanto, oferecem velocidades de internet equivalentes à rede 3G.

Outra característica é que os balões são "inteligentes". Por conta desses avançados sistemas de bordo, o Google pode prever quando os balões começam a perder altitude e saber exatamente onde eles vão cair para recolhê-los e fazer os reparos necessários. No mesmo instante em que um balão sai de cena, um outro chega no momento certo para ocupar seu lugar e esse processo se repete para que o sinal de rede não seja interrompido na região em que os equipamentos atuam.

Além disso, Cassid alega que os balões são capazes de operar em diferentes regiões, independentemente do clima. Ou seja, eles podem flutuar tanto em locais mais quentes e tropicais, quanto em paisagens mais gélidas, como o ártico. Há cerca de um ano, um dos balões do Google completou uma volta ao mundo em 22 dias - um trajeto de aproximadamente 500 mil quilômetros, passando pelo Oceano Pacífico, Chile, Argentina, Austrália e Nova Zelândia. O objetivo era justamente prever o comportamento dos balões diante de diferentes condições climáticas.

Ao final do vídeo, Tony Baird, da neozelandesa Vodafone, afirma que o Project Loon "permitirá que as operadoras de telefonia móvel e provedoras de internet possam fornecer conexão para áreas que antes eram inacessíveis". "Estamos chegando ao ponto em que poderemos dar conexão para o globo todo", conclui Cassid.

Fonte: Project Loon (YouTube)

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