Google fecha aquisição de startup de linguagem natural para bots Api.ai

Por Redação | 20 de Setembro de 2016 às 12h01

Os esforços do Google no setor de Inteligência Artificial acabou de ganhar mais um reforço com a aquisição da Api.ai, uma startup responsável pelo desenvolvimento de ferramentas de reconhecimento de voz que melhoram a compreensão de linguagem natural por bots.

Baseada na Califórnia, a startup é mais conhecida pelo seu assistente conversacional Assistant, um aplicativo com uma base global sólida de 20 milhões de usuários. Mais de 60 mil desenvolvedores utilizam atualmente sua plataforma, que inclui aplicações em ambientes como Slack, Facebook Messenger e Kik.

A startup também desenvolve atualmente uma plataforma de inteligência artificial capaz de aprender com a interação com pessoas, que pode ser aplicada a interfaces de comunicação como carros conectados, dispositivos domésticos inteligentes ou em smartphones e smartwatches.

"A Api.ai tem um histórico comprovado de ajudar desenvolvedores a projetar, construir e melhorar continuamente suas interfaces de conversação", escreveu Scott Huffman, vice-presidente de engenharia do Google, em um post no blog oficial da empresa. "Eles oferecem uma das principais plataformas de interface com o usuário e vão ajudar o Google a capacitar desenvolvedores para continuar a construir grandes interfaces de linguagem natural".

Uma das principais aplicações da tecnologia da startup para o Google seria no projeto de rede neural DeepMind, também resultado de uma aquisição realizada pela gigante em 2010. A Api.ai, por outro lado, tem agora o potencial de conectar-se aos recursos financeiros, de infraestrutura e à riqueza de dados do Google, o que pode expandir consideravelmente sua interface de comunicação natural.

Em um pronunciamento, a startup afirmou que continuará provendo serviços para seus atuais clientes normalmente. Ainda não se sabe, no entanto, se a Api.ai continuará a operar independente a longo prazo o se será absorvida pelo Google. O valor da aquisição também não foi revelado pelas companhias.

Fontes: Tech Times, Venture Beat

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