Google evita associação entre EI e a casa de shows Bataclan

Por Redação | 18 de Novembro de 2015 às 14h25

O algoritmo do Google é ótimo para fazer associações de palavras e ajudar seus usuários a encontrar locais no mapa baseado em buscas feitas por outras pessoas. Mas foi justamente esse sistema que causou desconforto quando a boate Bataclan, um dos principais alvos dos atentados terroristas que atingiram Paris na sexta-feira (13), acabou sendo associada ao Estado Islâmico.

A correspondência acontece em versões internacionais do Google Maps caso o usuário pesquise pela palavra “daesh”. Ela é uma expressão literal que, em árabe, significa Estado Islâmico. O termo, inclusive, vem sendo utilizado com frequência após os atentados justamente como uma forma de diminuir o ISIS, sem associá-lo a um Estado por direito nem ao islamismo.

De acordo com o Google, medidas já estão sendo tomadas pelos engenheiros do serviço de mapas para garantir que essa união de termos não aconteça mais. A empresa garantiu que a associação aconteceu por acaso, uma vez que, para chegar a esse resultado, seus sistemas fizeram conexões entre os temas mais consultados na ferramenta de buscas, juntamente com locais no mundo que teriam a ver com as pesquisas.

No momento em que essa reportagem foi escrita, por exemplo, a versão brasileira do Google Maps não exibia qualquer resultado para uma pesquisa da palavra daesh. A única sugestão é o Daeshing Megatex, uma serralheria na cidade de Chirchiq, no Uzbequistão. Ela também não tem relação alguma com o Estado Islâmico e aparece como opção, obviamente, por conter o termo “daesh” em seu nome.

Quase 90 pessoas foram mortas durante os ataques que atingiram o Bataclan. No momento do atentado, acontecia no local um show da banda Eagles of Death Metal, cujos membros, equipe e também audiência acabaram sendo feitos como reféns. No total, foram 129 mortos no que foi considerado o pior ato de violência contra a França desde a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Folha de S.Paulo

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