Google está usando inteligência artificial para reduzir tamanhos de imagens

Por Redação | 24 de Agosto de 2016 às 18h51

Em mais uma prova da versatilidade e poder da inteligência artificial além de bots e sistemas de autocompletar, o Google revelou estar começando a usar redes neurais para reduzir os tamanhos de imagens hospedadas em seus serviços. A tecnologia, ainda em fase de experimentação, tem foco principalmente no Fotos, seu serviço que aparece até mesmo como galeria padrão em muitos dos dispositivos mais recentes com o Android.

A ideia por trás do funcionamento da tecnologia é até básica, mas exige altíssimo poder de processamento. Para treinar suas redes neurais, o Google coletou seis milhões de imagens aleatórias e está pedindo que o computador as separe em quadrados de 32 pixels x 32 pixels. Cada uma dessas partes é analisada de acordo com diferentes métodos de compressão e a ideia é que a inteligência artificial seja capaz de reconhecer as melhores e as piores entre elas.

No caso da redução no tamanho de imagens em si, a ideia é que o sistema saiba reconhecer quais são os melhores resultados de compressão tanto em termos de tamanho quanto em qualidade de imagem, em comparação com o arquivo original hospedado pelo usuário. É um processo trabalhoso, de acordo com o Google, mas que, se realizado com sucesso, deve tornar os sistemas de hospedagem de fotos mais eficientes e rápidos, ao mesmo tempo em que economiza espaço no servidor.

Além disso, de acordo com a empresa, apenas o método de reduzir as imagens a quadrados ainda menores que os usados atualmente, que são de 64 pixels por 64 pixels, já realiza uma melhora na compressão. Assim, em vez de tratar a imagem como um único arquivo gigante, o potencial de processamento é melhor aproveitado, resultando em maior qualidade e dados que ocupam menos espaço.

Apesar do otimismo e do foco bem posicionado, o Google não sabe ao certo se tal tecnologia será efetivamente usada. O processo ainda passa por fase de testes e treinamento das redes neurais, e falta, também, decidir se o tratamento dado às imagens é capaz de sobreviver ao olho humano, com as fotos sendo vistas sem que a compressão e os cortes sejam percebidos. É aqui que está a grande dificuldade para a empresa, que motiva a incerteza quanto ao uso da tecnologia.

Por outro lado, a necessidade de redução no tamanho ocupado pelas imagens hospedadas é uma necessidade frequente, na medida em que a computação na nuvem toma cada vez mais o lugar das galerias de imagens tradicionais nos celulares dos usuários. Com milhões de fotos sendo hospedadas todos os dias no serviço do Google, e a promessa de armazenamento ilimitado feita em seu lançamento, a corrida para economizar espaço está cada vez mais acelerada.

Fonte: 9to5 Google

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