Google está sendo processado por operar "programa de espionagem interna"

Por Redação | 21.12.2016 às 14:57

Um ex-gerente de produtos do Google está processando a empresa por conta de suas políticas de confidencialidade. Ele alega que elas violam as leis trabalhistas da Califórnia e equivalem a um "programa de espionagem" interna sobre seus próprios funcionários.

Essas políticas de confidencialidade são usadas pelas companhias supostamente para impedir que haja vazamentos de informações potencialmente prejudiciais perante os órgãos reguladores ou aplicadores da lei. Outro motivo desses acordos de silêncio seria para manter informações confidenciais longe da imprensa e, consequentemente, da concorrência.

Ainda de acordo com a ação do ex-funcionário contra o Google, a gigante da web proíbe os empregados de falar sobre atividades ilegais dentro da empresa, até mesmo aos seus próprios advogados, e os incentiva a denunciar outros colegas de trabalho que sejam suspeitos de vazar informações.
Supostamente, também existe uma política que proíbe os funcionários de escrever livros sobre como é trabalhar para uma das gigantes do Vale do Silício sem primeiro conseguir uma aprovação final do Google.

Se a empresa for considerada culpada de violar a lei trabalhista da Califórnia, ela pode ser multada em até US$ 100 para cada 12 alegadas violações, número que ainda será multiplicado pela quantidade de funcionários (cerca de 61.000). A multa ainda pode dobrar de valor quando levado em conta outros fatores. Somadas todas as variáveis, o Google pode chegar a pagar US$ 3,8 bilhões, o equivalente a cerca de US$ 14.600 por funcionário.

Fonte: The Information