Google e ONG lançam plataforma que monitora o desmatamento no Brasil

Por Dimitri Lopes | 15 de Dezembro de 2015 às 14h50
photo_camera Reprodução/MapBiomas

Em parceria com a rede de organizações não governamentais Observatório do Clima, o Google lançou nesta terça-feira (15) a plataforma MapBiomas, que vai apresentar a mudança no solo brasileiro nas últimas três décadas. Abrangendo o período entre 1985 e 2015, as imagens de satélite exibem a situação real do desmatamento na Amazônia, no Cerrado, na Caatinga, na Mata Atlântica, nos Pampas e também no Pantanal.

Ainda neste ano, a primeira etapa do projeto já entra em vigor, exibindo imagens capturadas por satélites entre os anos de 2008 e 2015. A partir do próximo ano, as imagens dos últimos 30 anos passam a ser disponibilizadas e, em 2017, entram na plataforma fotografias realizadas ao longo de todo o ano de 2016. As imagens têm resolução de 30 x 30 metros e se aproximam a apenas de 30 metros do solo.

“É uma revolução para a conservação brasileira, pois as imagens vão mostrar um raio x real e atualizado de todas as áreas naturais que foram devastadas e as que foram recuperadas com florestas”, garante André Ferretti, gerente de estratégias de conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, uma das instituições que faz parte da ONG Observatório do Clima.

MapBiomas

MapBiomas monitora o desmatamento no Brasil ao longo das últimas três décadas. (Foto: Reprodução/MapBiomas)

Monitoramento do solo brasileiro

A plataforma conta com material para o público em geral e também para especialistas. Para a população serão oferecidos mosaico de imagens com resolução mínima de 30 metros, mapas de cobertura de uso do solo com quatro níveis de detalhamento, relatório anual de transições de cobertura de uso do solo brasileiro e, por fim, plataforma web de consulta pública com imagens, mapas e estatísticas.

Já os especialistas contarão com os seguintes produtos dentro do MapBiomas: plataforma de trabalho na web (MapBiomas Workspace) capaz de montar mapeamento e multiplicável para outros países, coleção de scripts da engine do Google Earth aplicável em outros contextos e ainda notas metodológicas para explicar como foi realizado o trabalho e também as decisões tomadas durante o processo.

Assim, o Observatório do Clima e o Google vão encher a população de ferramentas para facilitar a comparação entre os dias atuais e outras épocas. Resta às autoridades tomarem ciência da iniciativa e utilizarem estas informações para incrementar cada vez mais a fiscalização sobre o desmatamento.

Fonte: MapBiomas

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