Google é acusado de roubar ideia de balões com Wi-Fi

Por Redação | 16 de Junho de 2016 às 13h12
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Se a ideia de utilizar balões flutuantes para levar internet sem fio a áreas remotas do mundo parecia excêntrica o bastante, saiba que o Google parece não ser a única empresa a pensar sobre o assunto. Pelo contrário, a Space Data Corp., uma empresa americana sediada no Arizona, diz não apenas imaginar essa possibilidade, mas também ter tido a ideia antes do Google. Agora, ela está processando a gigante das buscas justamente por esse motivo.

De acordo com o processo, que está sendo motivo na justiça dos Estados Unidos, a iniciativa que motivou o Project Loom teria sido apresentada ao Google em 2007. Na época, a companhia estaria em negociações para comprar a Space Data Corp., com diversas reuniões entre os executivos das duas empresas em busca de um acordo favorável para ambos, que nunca veio a se tornar realidade.

Entretanto, segundo os advogados, segredos comerciais dos envolvidos foram compartilhados durante os encontros, e a Space Data Corp. afirma que o Google infringiu duas patentes ao trabalhar no Project Loon. Mais do que isso, o processo chama a atenção para a cronologia dos fatos, uma vez que as negociações aconteceram no último trimestre de 2007, sem que as partes chegassem a um acordo, e o projeto de usar balões para levar internet sem fio a áreas remotas começou a ser desenvolvido no começo de 2008.

O Google ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas pelo menos as reuniões e negociações alegadas pela Space Data Corp. parecem efetivamente terem acontecido. Os boatos de que a gigante estaria interessada em comprar a empresa – que trabalha com balões para estender redes de comunicação a rádio e sistemas semelhantes em contratos com o governo – chegaram a sair na imprensa em 2007, e muitos analistas já davam a aquisição como certa antes de nunca mais se falar no assunto.

Uma questão, entretanto, pode acabar complicando as coisas para a Space Data Corp. Apesar de, em teoria, possuir as patentes para transmissão de sinais Wi-Fi por balões, a companhia não possui as aprovações regulatórias para fazer isso efetivamente. O Google, entretanto, além de contar com esse aval, o tem não apenas nos Estados Unidos, mas também em outros países como Austrália e Indonésia. Esse, acredita-se, deve ser um dos caminhos seguidos pela defesa da gigante, além, claro, da tentativa de provar que sua tecnologia é diferente das envolvidas no processo.

Fonte: Gizmodo

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