Google criará algoritmo para tratamento de câncer com plataforma DeepMind

Por Redação | 30.09.2016 às 16:56

O Google deve começar uma nova parceria com o University College Hospital de Londres para o desenvolvimento de um novo sistema de inteligência artificial capaz de auxiliar médicos no tratamento do câncer.

Através de seu laboratório de pesquisa em machine learning localizado no Reino Unido, o DeepMind, a empresa acredita que pode melhorar o chamado processo de "segmentação" da radioterapia. No tratamento, médicos decidem manualmente quais serão as regiões do corpo do paciente que serão "bombardeadas" com radicação durante o tratamento, na tentativa de destruir células cancerosas sem atingir os tecidos sadios nos arredores.

O processo é particularmente complexo para o tratamento da doença em regiões como a cabeça ou o pescoço, que estão próximas a áreas sensíveis do corpo. Agora, pesquisadores usarão a plataforma DeepMind para analisar informações de mais de 700 pacientes que sofreram com esses tipos de câncer, na expectativa de criar um algoritmo capaz de automatizar o processo de segmentação.

"Os médicos permanecerão responsáveis por decidir os planos de tratamento por radioterapia, mas a expectativa é que o processo de segmentação possa ser reduzido de quatro horas para uma", explica a equipe.

Após os testes com os dados de câncer de pescoço e cabeça, o time espera que a aplicação possa ser expandida e utilizada para tratamento de outros tipos de tumor.

Essa não é a primeira vez que ferramentas de inteligência artificial será utilizada em tratamentos médicos. Só no Reino Unido, esse é o terceiro projeto de colaboração entre o Deep Mind e o Serviço Nacional de Saúde (NHS) do país.

No início deste ano, a plataforma foi utilizada para uma pesquisa sobre doenças nos rins e, há poucos meses, um segundo projeto foi anunciado, para coleta de dados que deverão ajudar na prevenção de doenças oculares.

O projeto chegou a ser criticado na ocasião, quando supostamente coletaria livremente dados de 1,6 milhões de pacientes. No novo projeto, no entanto, pesquisadores garantiram que todos as informações coletadas serão completamente anônimas.

Fonte: Business Insider