Google anuncia “maior compra corporativa” de energia renovável

Por Claudio Yuge | 19 de Setembro de 2019 às 23h00
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A preocupação ambiental tem se tornado um assunto cada vez mais recorrente entre as gigantes da tecnologia, especialmente em protestos de funcionários, que exigem uma postura mais ativa de seus empregadores nessa questão. A Google então anuncia planos para fazer “maior compra corporativa” de energia renovável da história.

O comunicado vem justamente um dia antes das paralisações dos profissionais de tecnologia, incluindo os da Google, que participam da Greve Global do Clima. A aquisição inclui um pacote de 1.600 megawatts de acordos eólicos e solares e 18 novos negócios de energia, aumentando os contratos da empresa em 40%.

Mais de US$ 2 bilhões serão destinados à construção de nova infraestrutura nos Estados Unidos, Europa e Chile. Esse investimento é "equivalente à capacidade de um milhão de telhados solares", disse Sundar Pichai, CEO da Gigante de Mountain View. “No total, nossa frota de energia renovável agora tem 52 projetos, gerando mais de US$ 7 bilhões em novas construções e milhares de empregos relacionados.”

O CEO da Google, Sundar Pichai (Imagem: Lluis Gene/AFP)

Vale lembrar que, no ano passado, a empresa comprou mais energia limpa do que consumiu, e os novos recursos devem aumentar ainda mais essa diferença. A companhia também prometeu usar materiais reciclados em todos os seus produtos Made By Google até 2022.

Greve Global do Clima

Centenas de funcionários da Google participam da Greve Global do Clima, nesta sexta-feira (20). Liderado por estudantes de todo o mundo, o movimento acontece antes da cúpula climática das Nações Unidas, no dia 23 de setembro. Vários outros funcionários de tecnologia de empresas como Amazon e Microsoft também se comprometeram a participar.

Profissionais da Gigante das Buscas chegaram a escrever um post no Medium com demandas para os executivos: zero emissões até 2030, zero contratos para empresas de combustíveis fósseis com o objetivo reduzir a extração de petróleo e gás, corte no financiamento para lobistas e políticos que negam os problemas climáticos, e a promessa de não prejudicar os refugiados ou indivíduos que venham a ser deslocado por conta de mudanças climáticas.

O CEO da Amazon, Jeff Bezos (Imagem: Getty Images)

O CEO da Amazon, Jeff Bezos, também anunciou planos relacionados, no “The Climate Pledge”, que busca atingir o acordo de Paris, estabelecendo a meta de empresa neutra em carbono até 2040. Bezos estabeleceu outros objetivos, como usar 80% de energia renovável até 2024 e apenas renováveis ​​até 2030.

Fonte: The Verge  

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