Gastos e investimentos em TI apresentam baixo crescimento em 2015

Por Redação | 28 de Abril de 2016 às 13h15

Em 2015, o crescimento em gastos e investimentos em Tecnologia da Informação foi menor do que em anos anteriores. Isso se deve ao cenário econômico pouco favorável para as empresas, segundo mostra um estudo do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (GVcia) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FVG/EAESP). Os dados mostram que as empresas aumentaram os gastos e investimentos em TI no ano passado, mas em um nível bem inferior aos dois anos anteriores.

No ano passado, o crescimento médio foi de 3,01%, contra 4,48% em 2014 e 5,97% em 2013. Como é possível notar, o crescimento está em queda e a evolução da crise econômica em 2016 deverá continuar a afetar o crescimento do nível de gastos e investimento em Tecnologia da Informação. Se houver algum nível de recuperação este ano, o crescimento deve ser similar ao de 2015, de acordo com a pesquisa. Os principais investimentos das empresas no setor de TI estiveram relacionados com a redução de custos e aumento da produtividade.

O "Estudo sobre o Efeito da Crise Econômica nos Gastos e Investimentos em Tecnologia de Informação" analisou como as empresas estão direcionando seus gastos em TI considerando a situação atual e tendência do mercado, além de suas próprias características, estratégias, perfis, demandas de indivíduos internos e externos e disponibilidade de assimilação da própria tecnologia. "A crise econômica influencia estes direcionadores, em especial o mercado e a própria organização, incluindo neles os indivíduos como colaboradores e como clientes. Esta influência se dá no nível de gasto e investimento realizado, e no benefício esperado pelo uso de Tecnologia de informação", explica Alberto Luiz Albertin, coordenador do estudo.

Os investimentos em TI em 2016 dependerão da situação econômica. Poderão diminuir ainda mais caso a crise se mantenha ou agrave, ou aumentarão caso a economia venha a se recuperar. Porém a sua distribuição nas classes de uso de TI não será afetada de forma significativa, apresentando valores muito similares nos dois cenários. As eventuais mudanças mais significativas ocorrerão em 2017.

A grande diferença, segundo o estudo, estará nos benefícios esperados. Em uma situação de permanência ou agravamento da crise econômica, as empresas irão buscar ainda mais a redução de custo e aumento de produtividade. Já na situação de recuperação da crise, as empresas continuarão buscando prioritariamente a redução de custo e aumento de produtividade, mas já farão um movimento significativo para a melhoria da qualidade, aumento da flexibilidade e inovação, visando a melhora do cenário em 2017.

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