Gastos com TI devem estacionar em 2016

Por Redação | 07.07.2016 às 11:21
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Em momentos de crise, dificuldades ou incertezas econômicas, é o setor de investimentos que acaba demonstrando boa parte dos efeitos. E em 2016, de acordo com pesquisa do Gartner, o reflexo da flutuação das moedas internacionais e incertezas quanto à situação econômica de alguns países vai se refletir em uma parada no fluxo de gastos com TI, que crescerá apenas 0,5% acima da retração registrada no ano passado.

Ao longo deste ano, a consultoria prevê um investimento total de US$ 3,41 trilhões e cita a saída do Reino Unido da União Europeia como o principal fator para esse número. Em sua estimativa original, o Gartner previa a permanência do país, mas agora, com o resultado da votação sobre o assunto, acredita em um aumento nos gastos relacionados à tecnologia não apenas na nação, mas também na região como um todo, afetando também o resto do mundo.

Além disso, a companhia cita incertezas quanto à situação de estrangeiros como um fator que pode encarecer as coisas e desmotivar investimentos. Manter funcionários de fora do Reino Unido pode ficar mais difícil para as empresas, e tais colaboradores podem, também, não mais enxergarem o país como um bom local para trabalhar, em um efeito que vai gerar menos contratações, investimentos menores e uma redução na mão-de-obra qualificada.

Quando se fala em segmentos de forma separada, é o de software que deve apresentar maior crescimento nos gastos, com 5,8% e US$ 332,2 bilhões. Na sequência vem o de serviços de TI, com US$ 897,6 bilhões (3,7%) e, por fim, o de sistemas de data center, com aumento de 2% e investimentos de US$ 174,5 bilhões. Por outro lado, nichos como o de comunicações devem ter retração de 1,4%, com US$ 1,3 trilhão em investimentos, enquanto a maior baixa deve ser no departamento de dispositivos, com redução de 5,3% e US$ 627 bilhões em gastos.

Além de questões políticas e regionais, entretanto, a Gartner não vê com olhos necessariamente negativos a queda nos gastos com TI, uma vez que eles também demonstram que as companhias estão de olho nos custos. Com a transição de sistemas proprietários para cloud computing e o uso de algoritmos e da Internet das Coisas, por exemplo, investir em tecnologia da informação passa a custar menos e a otimização de processos acaba se tornando um dos grandes focos.

Sendo assim, por mais que preveja uma parada no fluxo de investimentos ou até mesmo a redução deles, a consultoria diz que os gastos jamais serão tão grandes quanto no passado. O Gartner diz que este é um momento de reformulação não apenas em termos de investimentos, mas também quando se fala em serviços, e a busca de alternativas e economia remodelará “o que é comprado, quem adquire e quanto será gasto com isso”.

Fonte: Gartner