Gasto mundial com TI deve ter queda de 0,5% em 2016

Por Redação | 11 de Abril de 2016 às 14h20

Os gastos com TI em todo o mundo devem totalizar US$ 3,49 trilhões em 2016, representando um declínio de 0,5% em relação ao ano anterior, de acordo com a empresa de consultoria Gartner. As oscilações das taxas de câmbio foram apontadas como o principal motivo para a queda.

O vice-presidente de pesquisas da Gartner, John-David Lovelock, diz que há uma tendência de incerteza econômica que está levando as empresas a apertarem os cintos, e os gastos com TI foram diretamente afetados pelas medidas de contenção. No entanto, ele acredita que este não seja o melhor caminho a ser seguido. "Ao mesmo tempo, a necessidade de investir em TI para apoiar os negócios digitais é mais urgente do que nunca. Os líderes empresariais sabem que precisam tornar seus negócios digitais ou ficarão irrelevantes em um mundo digital", explicou o executivo.

A Gartner ressalta ainda que os líderes das empresas estão se mobilizando para otimizar os custos em algumas áreas, a fim de financiar negócios digitais. "Isto é sobre fazer mais com os mesmos recursos", disse John. Os resultados mais evidentes destes esforços de otimização podem ser vistos nos gastos entre ativos e serviços. Coisas que antes precisavam ser compradas como um ativo, agora podem ser entregues como um serviço. A maioria das ofertas individuais de serviços digitais muda os padrões de gastos de um grande pagamento inicial para um valor mensal menor. Isso significa que um mesmo nível de atividade passa a ter um gasto anual diferente.

Tendências globais

O relatório de previsão de gasto mundial de TI da Gartner é o principal indicador de tendências de tecnologia nos mercados de hardware, software, serviços de TI e telecom.

Neste ano, ele indica que o mercado de dispositivos (PCs, smartphones, tablets e impressoras) deve enfrentar uma queda de 3,7%. O mercado de smartphones, especificamente, está se aproximando de uma saturação global, que resulta na desaceleração do seu crescimento.

Já o setor de sistemas para data centers deve chegar a US$ 175 bilhões em 2016, um aumento de 2,1% em relação ao ano passado. No segmento de servidores, a demanda dos compradores de hiperescala deve ser reduzida este ano, particularmente nas regiões que enfrentam desafios econômicos, como a Eurásia.

O setor de software empresarial deve totalizar US$ 321 bilhões em 2016, um aumento de 4,2% perante 2015. Já a previsão para os sistemas operacionais foi rebaixada, tendo em vista que a Gartner aposta em mais atraso na adoção do Windows 10 e no Windows Server 2016, da Microsoft.

A chave de tudo são os mercados emergentes, particularmente a América Latina, que estão enfrentando crescentes desafios políticos e econômicos que resultam em um crescimento lento. As empresas dessas regiões devem equilibrar o corte de custos com oportunidades de crescimento durante o período de preocupação econômica.

Brasil

O relatório da Gartner aponta o Brasil como um dos países mais afetados pelos atuais desafios econômicos e políticos. Junto com a China e Coreia do Sul – que sofrem com as ações do governo e enfraquecimento das condições econômicas –, representamos a trinca de países com fracas perspectivas de crescimento no mercado de serviços de TI em 2016. Na outra ponta, estão Japão e Índia, com uma forte perspectiva de crescimento.

O abrandamento econômico do Brasil também vai afetar os gastos com serviços de telecomunicação, que deverá diminuir 2% em todo o mundo em 2016, chegando a US$ 1,4 trilhões. Além do Brasil, a Rússia também está amortecendo os gastos com telefonia fixa e móvel.

Fonte: Gartner

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