Funcionários processam HPE por discriminação por idade

Por Redação | 26 de Agosto de 2016 às 17h11

Quatro ex-funcionários da Hewlett Packard Enterprise entraram nesta semana com uma ação de classe na justiça do estado americano da Califórnia. Eles afirmam que a empresa está aplicando práticas de discriminação por idade em um movimento para substituir a mão-de-obra mais velha, muitos colaboradores com décadas de serviços prestados para a companhia, por trabalhadores mais novos.

Os reclamantes, todos com idades que vão dos 52 aos 63 anos de idade, alegam que, com o processo de reestruturação, a HPE pretende não apenas cortar custos e otimizar sua operação, como teria sido revelado à imprensa e também para os próprios funcionários, mas se posicionar como uma companhia “mais jovem”. Desde 2012, mais de 80 mil posições na empresa teriam sido cortadas como parte de uma reorganização que, inclusive, motivou a divisão da antiga HP em duas.

O caso citado no processo, entretanto, teria acontecido antes disso, em 2013, quando os responsáveis pelo processo foram demitidos. Na sequência, começou uma onda de novas contratações, mas a HP teria emitido nota a todas as suas regionais ordenando que pelo menos 75% dos novos funcionários estivessem ainda em começo de carreira ou fossem recém-saídos da universidade.

Para os quatro reclamantes, existe um direcionamento claro em relação às demissões, que sempre tendem a focar nos mais velhos, enquanto nas contratações, dificilmente alguém com mais de 40 anos consegue um trabalho. Trata-se, para eles, de um cristalino processo de substituição de dezenas de milhares de profissionais ao redor do mundo, que não mais possuem segurança no emprego ao qual se dedicaram por anos.

Em resposta oficial, a HPE nega as acusações do processo e afirma que vai preparar uma defesa para o caso. A companhia alega que as demissões dos ex-funcionários aconteceram por fatores que não envolvem a questão etária, e sim, “questões legítimas” que motivaram as dispensas não apenas deles, mas de todos os atingidos até agora pelas reorganizações dos últimos anos.

Esse tipo de discriminação tem sido um assunto constante entre a imprensa e especialistas em empresas de tecnologia, principalmente depois que Cheryl Fillekes, uma engenheira de software de 47 anos, abriu um processo contra o Google. Na ação, também aberta na Califórnia, ela alega que o Google a entrevistou e optou por não contratá-la devido à sua idade, enquanto gente mais jovem, porém, menos capacitada, acabou ficando com a vaga. A gigante das buscas, também, nega as acusações e está se defendendo na justiça.

Fonte: USA Today

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