Funcionária da Google revela discriminação por conta de gravidez

Por Rafael Rodrigues da Silva | 05 de Agosto de 2019 às 19h15
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E mais uma vez o Google faz barulho no noticiário por conta do modo como trata seus funcionários. O caso agora ocorreu com uma funcionária grávida da empresa que na semana passada, logo antes de sair em licença maternidade, compartilhou uma mensagem na rede interna da companhia revelando todo o assédio que sofreu de seus superiores pelo fato de ter engravidado e explicando porque ela não iria retornar para o Big G quando acabasse o período da licença maternidade.

A mensagem foi publicada pela ex-funcionária não apenas para que as pessoas ficassem sabendo do que ela sofreu, mas também para que a história dela servisse como exemplo de como a Google precisa repensar suas políticas de discriminação, assédio e retaliação, na esperança de que outras funcionárias não passem pelo mesmo que ela, além de mostrar que qualquer pessoa que tenha passado por algo parecido não está sozinha.

A mensagem conta de modo detalhado todas as diversas vezes em que a gerente de projetos dela fez comentários discriminatórios sobre mulheres grávidas e, depois que ela foi reclamar do caso para o RH, o tratamento mudou para pior, e sua superiora passou a enviar-lhe diversas mensagens nervosas e sem educação via chat e e-mail, vetar todas as sugestões que ela desse para um projeto, ignorar a sua presença no local de serviço e aproveitar toda e qualquer oportunidade para falar mal dela em público. A funcionária revela que a gota d’água foi quando ela descobriu que essa gerente estava falando mal do trabalho dela para outros gerentes de outras áreas da Google, e que sem avisá-la já estava entrevistando outras pessoas para contratar no lugar dela e demiti-la enquanto ela estivesse ausente, durante o período da licença maternidade.

De acordo com o site Motherboard, a mensagem já se espalhou por diversos fóruns internos da empresa, e cerca de 10 mil pessoas já visualizaram a mensagem na rede interna do Google.

Essa história é apenas a mais recente em uma série de narrativas de abusos dos gerentes e diretores da empresa sobre seus funcionários, e que culminaram em diversos protestos e greves de funcionários desde o ano passado, além da saída de diversos trabalhadores de prestígio da empresa por terem servido como líderes desses movimentos de protesto por melhores condições de trabalho.

Em declaração oficial, a Google apenas afirmou que possui políticas claras de relacionamento no ambiente de trabalho e que proíbe qualquer tipo de retaliação por conta de reclamações no RH, mas não deu nenhuma posição sobre o caso da ex-funcionária grávida em específico.

Fonte: Fast Company

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