Frágil aos arranhões, Galaxy Note7 é reprovado em testes de durabilidade

Por Redação | 21 de Agosto de 2016 às 20h20

Se você acompanha o lançamento dos gadgets mundo afora, sabe que é a história é sempre a mesma: assim que algum dispositivo de alto desempenho é lançado, surgem dezenas de pessoas dispostas a torturá-lo e testá-lo em seus limites. Bem, a coisa não foi diferente com o Galaxy Note7, e a grande descoberta feita pelo canal JerryRigEverything é que o smartphone mais caro vendido pela Samsung não sofre com os famosos bendgates, mas também não resiste aos mais brandos arranhões:

Na imagem é possível ver os arranhões surgindo a partir do teste feito com um mineral de 3 Mohs (Foto: YouTube/JerryRigEverything)

Como você pode ver no vídeo, os materiais utilizados para testar o Gorilla Glass 5 do Note7 variam de 1 a 10 Mohs, que é medida utilizada para quantificar a dureza dos minerais. No início dessa escala está o esteatito, que tem dureza de nível 1, já no outro extremo da tabela temos o diamante, com dureza de nível 10. O cristal de safira utilizado na tela do Apple Watch, por exemplo, tem dureza de nível 9, sendo arranhado apenas por diamantes. A maioria das telas Gorilla Glass tem durezas que variam entre 4 e 5 Mohs, algo que depende do processo de fabricação utilizado, já que ele varia de modelo para modelo.

Enquanto uma película de vidro temperado suportou, sem danos, os arranhões de materiais de nível 5, o youtuber que realizou os testes conseguiu danificar o Note7 com um material de nível 3, algo bem abaixo dos materiais de nível 7 suportados pela tela do iPhone 5S, por exemplo.

Segundo o dono do canal, a maioria dos smartphones testados por ele começa a sofrer danos consideráveis com materiais de nível 5 ou 6. Por causa disso, uma tela que sofre danos com materiais de 3 ou 4 Mohs é tão resistente quanto plástico, ou seja, bem abaixo do padrão esperado.

O sensor biométrico do Galaxy Note 7 também não lida bem com arranhões, ao contrário de seus concorrentes (Foto: YouTube/JerryRigEverything)

Em uma entrevista ao portal Android Authority, a Corning, que é responsável pelo desenvolvimento e fabricação dos vidros Gorilla Glass, afirmou que os riscos que vemos causados pelo mineral de 3 Mohs não são exatamente arranhões, mas sim resíduos do material que se depositaram sobre a tela. Embora as afirmações do diretor técnico da empresa, Jon Pasansky, sejam convincentes, é possível ver que quem realiza os testes limpa a tela para remover os resíduos, e mesmo assim, os arranhões feios por materiais mais brandos acabam não saindo.

Por mais que o teste se pareça distante da realidade, é preciso entender que várias situações do cotidiano podem oferecer risco a um gadget do gênero. Embora não aparente ser perigosa, a areia presente nas praias é composta de milhares de minerais com níveis de dureza superiores a 8, algo que certamente pode trazer danos a um smartphone exposto a tal ambiente.

À frente temos o Galaxy S7 com o Gorilla Glass 4, atrás temos o Note7, com o Gorilla Glass 5. No mesmo teste, o S7 não sofreu danos com materiais de nível 5 (Foto: YouTube/JerryRigEverything)

Não é de hoje que as fabricantes tentam contornar a instabilidade da tecnologia Corning para os vidros: em 2013, boatos afirmavam que a Apple pretendia usar cristais de safira em seus displays, o que até certo ponto era verdade, mas que acabou se provando errado já que a empresa não atingiu os níveis de qualidade necessários para a produção em massa. Embora seja caro fabricar telas maiores com o cristal, é válido lembrar que os produtos da Maçã incorporam-no em alguns de seus componentes, como a lente externa da câmera traseira dos iPhones mais recentes, o sensor biométrico Touch ID, e a tela da versão mais cara do Apple Watch.

Será que a resistência a arranhões do Galaxy Note7 condiz com os mais de US$ 700 cobrados por ele? Dê a sua opinião nos comentários!

Instagram do Canaltech

Acompanhe nossos bastidores e fique por dentro das novidades que estão por vir no CT.