Foxconn troca 60 mil trabalhadores por robôs

Por Redação | 25 de Maio de 2016 às 14h36

A Foxconn é conhecida no mundo todo como uma das principais fabricantes de produtos eletrônicos da atualidade, maior parceira da Apple neste sentido, mas responsável também pela montagem de equipamentos para outras gigantes como Nintendo, Microsoft, Sony e Samsung. Além disso, a Foxconn constantemente é lembrada por sujeitar seus trabalhadores a condições sub-humanas, sendo alvo de inúmeras críticas em todo o mundo.

Desta vez, esse misto de condições de trabalho e tecnologia voltaram a levar a Foxconn para os holofotes: segundo o site chinês South Chine Morning Post (SCMP), desde o ano passado, a empresa demitiu 60 mil trabalhadores de uma única fábrica, localizada na cidade de Kunshan, na China, substituindo tal força de trabalho humano por robôs. A fonte da informação é o chefe do departamento de publicidade da prefeitura da cidade, Xu Yulian, que comentou a respeito dos investimentos feitos pelas empresas da região em inteligência artificial.

“A fábrica da Foxconn reduziu a sua força de trabalho de 110 mil para 50 mil graças à introdução de robôs. Isso se provou bem-sucedido ao reduzir os custos trabalhistas”, comentou. “Mais empresas estão dispostas a seguir este exemplo”, continua o representante da administração municipal. Segundo o SCMP, uma pesquisa da prefeitura indica que 600 empresas estariam interessadas em trocar trabalhadores humanos por robôs.

A reportagem do SCMP dá um viés negativo para esta mudança. Segundo a jornalista Mandy Zuo, “o corte de empregos não soa bem para Kunshan, que tinha uma população de mais de 2,5 milhões de pessoas no final de 2014, dos quais dois terços eram compostos por migrantes trabalhadores”. Ainda segundo Zuo, 46% do território é ocupado por fábricas. As reduções realizadas na Foxconn e que inspira em outras companhias vem acompanhada de uma campanha do governo local que incentiva os seus moradores a criarem startups a fim de incrementar a economia da região.

De fato, a reportagem não dá qualquer pista sobre qual o destino dos milhares de trabalhadores que perderam seus empregos ao longo dos últimos meses. Vale lembrar também que o governo municipal promete crescimento zero no desenvolvimento da terra e também a redução da população da cidade até 2020.

Fonte: SCMP

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