Ford e Baidu investem US$ 159 milhões em tecnologia de autocondução

Por Redação | 16 de Agosto de 2016 às 10h59

Uma das maiores montadoras automobilísticas do mundo, a Ford se uniu à gigante chinesa Baidu para desenvolver uma tecnologia de autocondução que permitirá que carros autônomos possam trafegar com a maior precisão possível. Para agilizar esse processo, nesta terça-feira (16), ambas as empresas anunciaram um investimento de US$ 150 milhões na Velodyne, empresa sediada no Vale do Silício que está desenvolvendo os sensores LIDAR para carros autônomos.

O investimento será de US$ 150 milhões, que serão utilizados para a produção de sensores mais baratos, ajudando na redução de custos da tecnologia de autocondução. A Velodyne também expandirá sua produção, bem como os seus departamentos de pesquisa e desenvolvimento. O LIDAR funciona essencialmente como um radar, avaliando objetivos próximos. Enquanto os radares utilizam ondas de rádio, a tecnologia empregada pela Velodyne utiliza ondas de luz que permite a criação de mapas em 3D dos arredores mais detalhados.

Em um comunicado, a detentora da tecnologia afirmou que está esperando um "crescimento exponencial" na demanda pelo LIDAR e que o objetivo é fazer com que seus sensores sejam os mais rentáveis possível. "Este investimento irá acelerar a redução de custos, tornando-os amplamente acessíveis e permitindo a implantação em massa de veículos totalmente autônomos", disse o CEO e fundador da empresa, David Hall.

A Velodyne atua no mercado com cerca de 10 grandes fabricantes de automóveis, incluindo a Ford, bem como uma série de empresas de tecnologia. Em janeiro, a Ford anunciou o lançamento de 20 Fusion Hybrid equipados com a tecnologia LIDAR. A montadora norte-americana também está trabalhando forte junto a outras empresas do setor para conseguir aperfeiçoar as tecnologias para carros de autocondução. Já a Baidu anunciou, no início do ano, que estava construindo uma equipe de 100 pessoas no Vale do Silício para desenvolver veículos autônomos, rivalizando diretamente com os carros do Google.

Fonte: The Verge, Fortune

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