Foguete da SpaceX pousa, pela segunda vez, em plataforma marítima

Por Redação | 06 de Maio de 2016 às 09h55

O bilionário Elon Musk pode ser megalomaníaco e, às vezes, até presunçoso, mas não há como negar que ele sabe o que está fazendo. Ele já deu várias demonstrações de sua visão empreendedora com o PayPal e a Tesla Motors, mas é com a SpaceX que ele vem surpreendendo todo o mundo. Ele já havia chamado a atenção quando conseguiu fazer com que uma nave pousasse em uma plataforma no meio do mar como planejado inicialmente e agora prova que não foi obra do acaso, conseguindo repetir o feito sem qualquer problema.

Tanto que a companhia conseguiu mais uma vez fazer com que o foguete Falcon 9 pousasse com sucesso no local esperado. O teste foi realizado em uma plataforma na costa da Flórida no início desta sexta-feira (06), após ter enviado um satélite japonês para o espaço. E o que mais impressiona é que, como da última vez, o veículo não era tripulado.

E o que isso tudo significa? Com a segunda aterrissagem feita em alto mar, a empresa quer deixar claro que já conseguiu superar esse desafio. Isso porque fazer o pouso de um foguete em uma plataforma assim é bem diferente e muito mais difícil do que em terra firme. Tanto que, no passado, a própria SpaceX tinha dificuldades em realizar esse tipo de tarefa. Porém, tanto no teste de abril quanto no de hoje, os experimentos foram bem-sucedidos.

SPaceX

Essa conquista representa um avanço em vários sentidos. Primeiro, a empresa conseguiu provar que é possível enviar naves não tripuladas para o espaço e trazê-las de volta sem que sejam destruídas no processo. Até então, o que tínhamos era uma falta de controle que fazia com que os veículos caíssem no mar e ficassem completamente destruídos e inutilizáveis — obrigando a companhia a reconstruí-los, o que não é nada barato. Assim, a empresa consegue diminuir os custos desses voos.

Outro ponto importante é que, com o pouso em alto mar, a SpaceX mostra que é possível enviar e receber foguetes não só a partir de plataformas, mas também de torpedeiros e outros veículos navais. Isso significa uma nova oportunidade até mesmo para a indústria bélica. É claro que as intenções de Musk aqui são comerciais e não militares, mas não há como negar que podemos ver algo vindo daqui nesse sentido.

Via: Independent

Siga o Canaltech no Twitter!

Não perca nenhuma novidade do mundo da tecnologia.