Fitbit tentou comprar a arqui-rival Jawbone

Por Redação | 12.01.2017 às 15:57
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Pode até não ter muita fama no Brasil, mas a Jawbone é uma das maiores potências do mercado de wearables nos EUA. E ela também esteve na mira da Fitbit, que diga-se de passagem, tirou o escorpião do bolso e andou investindo pesado em novas aquisições. No início de dezembro, a empresa adquiriu a Pebble, rainha do Kickstarter que fabricava relógios inteligentes de mesmo nome. E no início deste ano, a nova investida foi para cima da Vector, startup de werables formada em 2015 e fundada por ex-executivos da Citizen, fabricante japonesa de relógios conhecida mundialmente.

De acordo com o Financial Times, no ano passado a Fitbit também tentou comprar a arqui-rival Jawbone. A empresa estava tão interessada que ofereceu comprar os ativos e resolver todas as batalhas judiciais, mas o acordo supostamente caiu por terra porque a oferta, ainda assim, era baixa demais.

A Jawbone tinha um valor de mercado de mais de 1,5 bilhão de dólares no começo de 2016, mas a Fitbit teria oferecido apenas uma fração deste montante. As companhias continuaram indo e vindo com suas negociações, até que a Jawbone perdeu um caso nos tribunais sobre patentes e ganhou outro depois. A companhia acusou a Fitbit de tentar processá-la por espionagem corporativa, mas não obteve sucesso.

Quanto ao mercado, o cenário não anda tão favorável para a Jawbone. A companhia revelou estar investindo mais em wearables médicos do que na ala fitness, e no momento está procurando aprovação da FDA (órgão americano semelhante à Anatel) para vendê-los nos EUA. Enquanto isso, ainda de acordo com o FT, sua vontade de negociação com possíveis compradores ficou estagnada, sendo que o objetivo agora é procurar novos investidores. Como a Jawbone tirou o pé do acelerador neste mercado, a Fitbit acabou tirando vantagem de todo o contexto mercadológico.

Com informações do Financial Times (conteúdo pago)