Finalmente! Samsung Pay estreia no Brasil na próxima semana

Por Adriano Ponte | 14 de Julho de 2016 às 22h41
photo_camera Divulgação

Nesta quinta-feira (14) a Samsung organizou uma coletiva de imprensa para anunciar a chegada do seu sistema de pagamentos ao Brasil que, apesar de tardia, aterrissa em solo nacional antes do Apple Pay, que ainda segue sem previsão para desembarcar por aqui. Claro que o Canaltech fez toda a cobertura para você acompanhar os detalhes.

Para refrescar a memória, o Samsung Pay nada mais é do que uma forma de cadastrar o cartão de crédito no smartphone e, com seu sistema de bobinas eletromagnéticas, simular a passagem do plástico pelas maquininhas. A ideia é que o usuário possa pagar por itens e serviços como de costume, mas de forma facilitada. Dessa forma, basta que o usuário aproxime o dispositivo móvel de um terminal de pagamento para que as transações sejam efetuadas.

De acordo com a apresentação, o sistema se baseia nos lemas "Simples, Seguro e Em todo lugar", mostrando que a companhia está apostando em novas soluções para beneficiar os seus clientes. A simplicidade e segurança são fatores decorrentes do sistema, que armazena os dados do cartão em um compartimento criptografado. Ainda sobre o assunto, foi explicado que o sistema gera tokens específicos para cada transação, baseando o Samsung Pay em autenticação via Knox (da própria fabricante) e digital do usuário.

Para se ter dimensão do sucesso que a plataforma tem feito, no último ano, apenas na Coreia do Sul, 5 milhões de usuários utilizaram o Samsung Pay, com 1 bilhão de dólares processados pelo sistema. Diante do sucesso, a companhia explicou que trouxe a ferramenta para o Brasil, pois aferiu uma alta taxa de pagamentos por usuários brasileiros. Claro que as demandas são diferentes, e para isso o sistema recebeu as adaptações necessárias para operar no país.

Samsung Pay

Numa primeira rodada deste mês, a Samsung manteve uma fase de testes com uma quantidade limitada de bancos e instituições selecionadas, assustando os consumidores com a possibilidade de que o serviço sofresse limitações ao operar no Brasil, não tendo a capacidade de armazenar qualquer cartão em sua memória (como os populares cartões Nubank).

Apesar dos receios, durante a apresentação foi mostrado que o número de parceiros que integram o sistema ganhou mais opções, mas também ficou claro que é necessário que o cartão esteja contemplado na cobertura do serviço (ou seja, você precisa que sua operadora ou banco esteja em parceria com o Samsung Pay), o que acabou gerando insatisfação entre algumas pessoas que não dispõem dos cartões que têm suporte.

Cartões compatíveis

Mesmo com certa limitação, o sistema deve funcionar em praticamente qualquer estabelecimento que aceite cartões, já que a Samsung está apostando em parcerias grandes. Fazem parte da compatibilidade as bandeiras VISA e Mastercard com cartões do:

  • Banco do Brasil
  • Banrisul
  • Bradesco
  • Brasil Pré-Pagos
  • Caixa Econômica Federal
  • Itaú
  • Porto Seguro
  • Santander
  • Nubank (que entrou para a lista dos cartões compatíveis com o serviço, mas segue numa janela de 30 a 60 dias para entrar em operação real).

Smartphones compatíveis

Por se tratar de uma solução da Samsung, claro que os smartphones compatíveis com o sistema são da sul-coreana. Para o Brasil, os aparelhos que receberam o suporte são o Galaxy S7, Galaxy S7 Edge, Galaxy S6 Edge+, Galaxy Note 5, Galaxy A5 (2016) e Galaxy A7 (2016). O Galaxy S6 e S6 Edge terão as funcionalidades restritas via NFC, não contando com suporte para a tecnologia MST (Magnet Secure Transmission). A estreia do sistema acontecerá no dia 19 deste mês.

Dá-se assim o lançamento oficial do sistema no Brasil, porém com um balde de água fria para inúmeros usuários que não partilham das bandeiras/parceiros selecionados, mostrando a crítica falha do sistema em não ser capaz de emular qualquer cartão de crédito, como dá-se a impressão nos anúncios sobre a plataforma. Aquele seu cartão de crédito de loja de roupas, por exemplo, muito provavelmente não funcionará no serviço.

Agora, resta aguardar os meses que virão, quando o serviço deverá adaptar-se ainda mais à realidade brasileira.

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