Faturamento acima do esperado leva a alta recorde nas ações da Apple

Por Redação | 02 de Agosto de 2017 às 09h18

Uma alta inesperada nas vendas do iPhone durante o segundo trimestre de 2017 levou as ações da Apple a uma alta histórica, com uma valorização de mais de 6% nas últimas horas de negociação desta terça-feira (01). A subida foi resultado de um relatório financeiro liberado pela empresa, que apontou a venda de 41 milhões de aparelhos entre abril e junho de 2017, com faturamento total de US$ 45,4 bilhões.

A movimentação acelerada chama a atenção por acontecer em um período normalmente de baixas para a Apple. No segundo trimestre do ano, o frenesi pelo lançamento da mais recente versão do aparelho já passou e quem se interessa pelas novidades da empresa está aguardando a chegada de um novo, que costuma aterrissar nas lojas em setembro. Não foi o que aconteceu entre abril e junho de 2017, entretanto, com as vendas e o faturamento ultrapassando as estimativas dos analistas.

O desempenho do iPhone o leva a marca de 1,2 bilhão de unidades vendidas em todo o mundo. O iPad também surpreendeu, com 11,42 milhões de aparelhos enviados às lojas de todo o mundo, enquanto o Watch teve crescimento de 50% nas vendas, sem números específicos divulgados. Da linha de produtos da Apple, apenas o Mac ficou abaixo do esperado, por pouco, com 4,29 milhões de máquinas colocadas à disposição do público contra uma estimativa de 4,33 milhões.

Com tudo isso, as ações da Apple ganharam uma valorização de US$ 1,67 no período, ao contrário dos US$ 1,57 esperados. O faturamento também ficou acima do estimado, com US$ 45,4 bilhões contra US$ 44,8 bilhões, na visão dos analistas, o que explica a alta cada vez maior nos papéis da companhia. A ideia é de que, se o desempenho foi forte assim em um período fraco, imagine o que vai acontecer quando ela estiver efetivamente demonstrando sua força?

Para o terceiro trimestre de 2017, um período que é finalizado pelo lançamento do novo iPhone, a expectativa é por um crescimento na casa dos 38% e faturamento entre US$ 49 bilhões e US$ 52 bilhões. É uma previsão conservadora, já afirmaram especialistas, principalmente quando se leva em conta a expectativa pelo iPhone 8 e as novidades comentadas pelos rumores, em um ano no qual a linha de smartphones completa uma década de existência.

Por outro lado, a Maçã teria segurado a mão nos números justamente por conta dos desafios que vêm enfrentando. Na China, um dos mercados mais importantes para a companhia no momento, houve queda de 10% nas vendas diante da competição de marcas mais baratas como Xiaomi e Huawei. A expectativa, entretanto, é de reverter esse resultado com a chegada do novo iPhone.

Fonte: Reuters, CNBC

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