Facebook, Apple e outras empresas tech se unem contra lei anti-LGBT nos EUA

Por Redação | 29 de Março de 2016 às 21h11
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Mais de 80 executivos de grandes empresas de tecnologia, incluindo os CEOs da Apple, Facebook, Twitter e Salesforce, se uniram contra uma lei recém-aprovada pelo estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que pode ser usada contra pessoas homossexuais, transexuais ou transgêneras.

Em um documento assinado por esses empresários e divulgado nesta terça-feira (29), os organizadores da petição – conduzida pela Campanha de Direitos Humanos (HRC, na sigla em inglês) e pela Equality NC – destacam que a lei é descriminatória porque obriga pessoas transgêneras a usar banheiros, casas de banho e outras instalações que são "inconsistentes com sua identidade de gênero".

No comunicado, as companhias dizem que a nova lei não reflete "os valores das nossas empresas, do nosso país e nem da maioria dos cidadãos da Carolina do Norte". "Este não é o caminho no qual os estados devem seguir em busca de um pólo de negócios mais próspero e bem-sucedido, nem rumo ao desenvolvimento econômico", afirmam as entidades. A carta será entregue nesta quinta-feira (31) ao governador da Carolina do Norte, Pat McCroy.

"Estes líderes empresariais estão se manifestando porque sabem que esse ataque contra lésbicas, gays, bissexuais e especialmente aos transgêneros não é apenas moralmente errado – esse ataque também coloca seus funcionários, clientes e a economia da Carolina do Norte em risco. Pelo bem de todos os seus cidadãos, o governador McCrory e a Assembleia Geral devem agir agora para revogar este ataque hediondo na equidade e igualdade", disse Chad Griffin, presidente da HRC.

Direitos LGBT

Entre os que assinaram estão nomes como: Mark Zuckerberg (Facebook), Jack Dorsey (Twitter), Sundar Pichai (CEO do Google), Marc Benioff (Salesforce), Nathan Blecharczyk (cofundador do Airbnb), Reid Hoffman (chairman do LinkedIn), Drew Houston (CEO do Dropbox), Chad Hurley (Cofundador do YouTube), David Karp (CEO do Tumblr), Brian Krzanich (CEO da Intel), Marissa Mayer (CEO do Yahoo), Ben Silbermann (CEO do Pinterest) e Brad Smith (gerente legal da Microsoft).

Há ainda a assinatura do CEO da Apple, Tim Cook, que se assumiu publicamente gay em outubro de 2014. Na época, ele comentou que usou sua posição de líder de uma das empresas mais valiosas do mundo como uma forma de chamar atenção para a discriminação das minorias. "Eu tenho orgulho de ser gay. Considero ser gay como um dos maiores presentes que Deus poderia me dar", disse o executivo durante uma entrevista à Bloomberg Businessweek no mesmo ano.

Tim Cook

Nesta semana, Cook também se manifestou contra leis discriminatórias que podem prejudicar a sociedade como um todo. Segundo o chefe da companhia da Maçã, leis como estas estão se espalhando em mais de 20 estados norte-americanos, leis estas que "vão contra os princípios da própria nação em que elas foram fundadas e que têm o potencial para anular décadas de progresso em direção a uma maior igualdade" entre todos os cidadãos.

Além das empresas de tecnologia, grandes estúdios de cinema de Hollywood se posicionaram contra as novas medidas que discriminam pessoas transgêneras e homossexuais. Recentemente, a Disney anunciou publicamente que deixará de fazer filmagens no estado da Geórgia caso o governador assine uma lei anti-gay que dará aos empresários e líderes religiosos a opção de negar emprego ou aceitar clientes gays em seus estabelecimentos. A Associação Cinematográfica da América (MPAA) também disse, em norme de todos os estúdios, que se opõe ao projeto.

Fontes: HRC, CNET, TechCrunch, Washington Post

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