Executivo do Google diz que empresa vai abrir uma divisão dedicada a hardware

Por Redação | 06 de Maio de 2016 às 19h05

O Android One é um programa criado pelo Google no qual uma fabricante parceira desenvolve dispositivos de baixo custo para rodarem o sistema do robozinho totalmente sem modificações. A ideia é oferecer hardware e software de qualidade para mercados emergentes, como a Índia, para que depois de lançados os modelos passem a funcionar de forma similar aos Nexus, tendo sua atualização e manutenção de responsabilidade inteira do Google.

Até aí, nenhuma novidade. Acontece que, agora, o Google expandirá o Android One e dará aos fabricantes mais liberdade para diferenciar seus produtos, permitindo que eles selecionem melhor as opções de componentes e preços na hora de projetar um smartphone novo. Segundo Mike Hayes, que é responsável por gerir as parcerias que envolvem o Android e o Chrome OS, é certo dizer que haverá novos dispositivos Android One disponíveis numa maior variação de preço e categorias. Ele afirmou ainda que o programa deve ser lançado também em outros países.

Android One

Lançado em 2014 com hardware mediano e preço atraente, o Micromax Canvas A1 foi o primeiro dispositivo do programa Android One. (Imagem/Reprod.: TheNextWeb)

Para isso, Hayes revelou que o Google está trabalhando em uma nova divisão de hardware, algo que a companhia nunca teve, afinal nunca fez parte de seus planos lançar produtos fabricados por ela mesma. A nova divisão deve trabalhar com uma série de marcas que hoje a gigante da web gerencia por meio de outras fabricantes, tais como a linha de roteadores OnHub, os aparelhos ligados ao Chrome OS, a divisão de produtos Google Glass e também os dispositivos Nexus. O programa Android One deve ser adicionado a esta lista e passará a funcionar de forma mais ampla e aberta a novos parceiros.

Embora não tenha dado maiores detalhes sobre como e quando isso vai acontecer, é interessante pensar que o Google está mais interessado em controlar melhor os seus sistemas. Agora, devemos contar com dispositivos Android, ao menos no que diz respeito ao Android One e os aparelhos Nexus, com um selo de qualidade Google mais presente. Isso pode trazer uma série de benefícios no futuro, tais como possíveis mudanças no Android em si e em como as fabricantes atuais lidam com atualizações de software.

Por mais que o sistema operacional seja e deva continuar sendo um software livre, não há como negar que um maior número de regras em prol de entregar maior qualidade ao consumidor é muito interessante se não ferir a liberdade proposta. Hayes não deu maiores detalhes sobre planos mais ambiciosos da empresa para o programa, mas é de se esperar que com uma divisão inteira dedicada ao hardware, o Google passe a querer controlar melhor o que ganha ou não o seu nome.

Via: TalkAndroid