Ex-funcionária processa Microsoft por discriminação contra mulheres

Por Redação | 17.09.2015 às 10:50

A Microsoft foi notificada nesta quarta-feira (16) sobre uma ação coletiva aberta por uma ex-funcionária da companhia. Segundo um tribunal dos Estados Unidos, o processo indica que a política que classifica o desempenho do funcionário na companhia e que determina salários é discriminatória contra mulheres.

Segundo o Tribunal Federal de Seattle, a técnica Katie Moussouris alega ter sido excluída de promoções que beneficiavam homens menos qualificados do que ela e que as mulheres que trabalham no ramo da tecnologia ainda recebem salários mais baixos. Ela afirma que, nas avaliações de desempenho, as mulheres estão sempre com classificações e notas inferiores com justificativas subjetivas.

Em 2012, Moussouris diz ter perdido a oportunidade de uma promoção para um homem com menos experiência, pois estava de licença maternidade.

Adam Klein, advogado da Outten & Golden, de Nova York, uma das empresas de advocacia que está representando o caso, afirma que "a Microsoft subestima os esforços e conquistas de suas funcionárias técnicas".

A companhia de Bill Gates enviou uma resposta sobre o caso:

"Estamos comprometidos com uma força de trabalho diversificada e um local de trabalho onde todos os funcionários têm a oportunidade de obter sucesso. Temos analisado as alegações da autora (da ação) sobre a sua experiência específica e não encontramos nada para substanciar essas alegações, e iremos analisar cuidadosamente esta nova denúncia".

Além da discriminação, Moussouris afirma que o diretor do grupo em 2008 estava assediando sexualmente outras mulheres. O advogado da ex-funcionária comenta que a Microsoft investigou o caso e concluiu que ele realmente havia cometido os assédios, mas que o executivo apenas foi transferido para outra parte do setor, mantendo o seu título e influência. Antes de ser transferido, o homem ainda deu um bônus baixo à Moussouris como forma de represália.

Katie Moussouris trabalhou no Trustworthy Computing Group da Microsoft, em Redmond, Washington, por sete anos e deixou a companhia em 2014 para assumir o cargo de chefe de política na startup HackerOne. A ex-funcionária e seus advogados esperam que outras mulheres se juntem ao caso para dar mais peso às alegações.

Fonte: Business Insider