Ex-executivo da Uber ameaça processar a empresa por demissão após polêmica

Por Wagner Wakka | 16 de Maio de 2018 às 14h27
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No ano passado, o Eric Alexander, então presidente para negócios da Uber na região Ásia-Pacífico, foi demitido por ter acessado arquivos médicos pessoais de uma passageira vítima de estupro na Índia. Agora, o Alexander ameaça processar a empresa por difamação e rescisão injusta.

Segundo o que fontes relataram ao site Recode, o ex-funcionário teria enviado uma carta à empresa nesta semana falando dos problemas da companhia e listando empregadas e ex-empregadas da Uber que teriam se voltado contra ele. Vale notar que todos os nomes seriam de mulheres.

Segundo fontes, há ainda também um esboço de uma ação contra a Uber, em forma de ameaça. Os nomes listados incluiriam Rachel Whetstone, ex-presidente da empresa; atual presidente, Jill Hazelbaker; a atual gerente de RH, Lianne Hornsey; a ex-gerente do jurídico da empresa, Salle Yoo; e a presidente de negócios para Ásia-Pacífico, Amy Kunrojpanya.

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O ex-funcionário, contudo, não cita o envolvimento de Travis Kalanick e Emil Michael, respectivamente, CEO e vice-presidente sênior da Uber. Ambos teriam visto os dados sigilosos e forma extra-oficial pouco antes de a empresa ter de enfrentar o caso nos tribunais.

Passado

O crime de estupro aconteceu em 2014 e foi um dos primeiros casos de abuso relacionados à empresa com grande divulgação. A vítima foi violentada pelo motorista da Uber em Nova Deli, em uma noite de sábado de dezembro daquele ano. Alexander teria acessado os documentos pouco depois, porém, tais informações eram de cunho confidencial e, portanto, o acesso teria sido feito de maneira ilegal.

Além dos já citados CEO e vice-presidente, Alexander teria também discutido a informação com outros integrantes da equipe na época. A posse dos documentos, contudo, nunca foi confirmada, mas há relatos de pessoas de dentro da empresa de que o departamento legal teria destruído os dados.

O caso escalonou a ponto de o governo indiano cobrar uma intensa investigação, além de banir o funcionamento da empresa no país por um ano. A Uber contratou dois escritórios de advocacia para tentar organizar sua equipe. Além de Alexander, outras 20 pessoas foram demitidas por conta de infrações desde assédio sexual até comportamento inapropriado para retaliação.

O motorista ainda foi acusado de outros crimes semelhantes e foi condenado à prisão perpétua pouco tempo depois.

Fonte: Recode

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