EUA também pretendem usar mosquito transgênico para combater o Aedes aegypti

Por Redação | 12.03.2016 às 08:40

A preocupação com a dengue, o Zika vírus e o chikungunya levou as autoridades dos Estados Unidos a cogitar o uso de um mosquito geneticamente modificado para combater o Aedes aegypti, responsável por transmitir estas doenças. A Foods and Drugs Administration (FDA), órgão responsável pelo controle sanitário do país norte-americano, garante que o uso dos insetos transgênicos não representa ameaça significante à saúde humana ou ao meio ambiente.

O mosquito que pode ir a campo para combater o transmissor das doenças que tem deixado o mundo todo preocupado foi desenvolvido pela companhia britânica Oxitec, mas, para entrar em prática, a FDA quer ouvir a população dos Estados Unidos. Por isso, a agência abriu uma consulta pública em seu site oficial na qual os cidadãos podem opinar a respeito do tema. Até a avaliação ser concluída, um local da Flórida foi escolhido como campo de testes. Lá, uma quantidade massiva de mosquitos transgênicos será liberada em uma região com 450 casas, localizada em uma península relativamente afastada, ao norte de Key West.

O mosquito da Oxitec já foi utilizado no Brasil em caráter de testes e, segundo a empresa, reduziu em 82% o número de larvas em um bairro da cidade de Piracicaba, interior de São Paulo. Além disso, a mesma técnica também foi empregada em outros lugares, como Panamá e Ilhas Cayman.

Nem tudo são flores

Apesar do aparente sucesso, nem todo mundo tem ido dormir tranquilo com a ideia de que um mosquito transgênico estará voando por aí. A Florida Keys Environmental Coalition, uma organização sem fins lucrativos que atua na preservação do meio ambiente no estado ao sul dos Estados Unidos, solicita às autoridades que experimente uma outra abordagem.

Atualmente, o mosquito da Oxitec é geneticamente modificado para não gerar prole, então, quando ele se reproduz, as larvas morrem e não viram outros mosquitos, reduzindo a quantidade de insetos. A proposta da Florida Keys consiste em infectar mosquitos com uma bactérica capaz de inibir a sua capacidade de transmitir doenças, o que os ativistas creem ser mais seguro. Eles alegam ainda que não haverá fiscalização suficiente do governo federal e também que a Oxitec está mais interessada nos frutos publicitários da medida.

Fontes: FDA, Yahoo