Estudo mostra que "Economia as-a-service" não é vantajosa para 68% das empresas

Por Redação | 22 de Julho de 2015 às 12h40

Um estudo criado pela empresa de análise HfS Research e patrocinado pela Accenture mostra que a forma que as empresas compram e recebem serviços para ampliar suas operações está passando por mudanças sem precedentes.

De acordo com o relatório "Beware of the Smoke, Your Platform is Burning", ou "Cuidado com a fumaça, sua plataforma está queimando", mesmo que a rentabilidade dos negócios seja sempre importante, ultrapassar a próxima barreira da geração de valor vai depender da transição para a "Economia as-a-service". Esse modelo se refere ao valor entregue sob demanda e por meio de serviços "plug-and-play" altamente escaláveis, que causam impacto nos resultados de negócios. A simplificação é caracterizada como essencial, pois elimina a complexidade, processos ruins e a intervenção manual a favor de um trabalho melhor por meio de operações simplificadas e mais inteligentes.

O relatório foi criado com uma pesquisa com 716 representantes do mercado de terceirização que incluem compradores, consultores e provedores de serviços. Entre os entrevistados, 53% dos executivos seniores consideram o "As-a-Service" essencial para a sua organização e 68% das companhias dizem que os seus principais processos comerciais não serão entregues como "As-a-Service" nos próximos cinco anos ou mais.

Michael Corcoran, diretor global de Crescimento e Estratégia da Accenture Operations, acredita que as empresas vêm enfrentando desafios na evolução comercial digital, além de outras forças competitivas que aumentam a receita e diminuem os custos ao mesmo tempo que melhora a experiência de seus clientes. "Mas a nossa pesquisa mostra que ainda não há empolgação - ou capacidade - suficiente com relação à plataforma para conduzir a mudança no curto prazo", diz.

Corcoran ainda comenta que na medida em que a terceirização ultrapassa a decisão trabalhista e a eficiência da transação a uma nova era de entrega de serviços, os fornecedores e compradores precisarão de um esforço conjunto para realizar a transição para um modelo "As-a-Service" e se manterem competitivos. "Ao aplicar a tecnologia, dados, análises e talentos de forma inteligente, os compradores ficam em uma posição mais adequada para inovar, criar serviços e explorar novas oportunidades de negócios para impulsionar os resultados comerciais palpáveis", finaliza.

O relatório ainda identificou oito maneiras de mudar o legado de operações para a economia as-a-service:

  1. Design Thinking: consiste em gerar soluções criativas a partir do entendimento do contexto de negócios;
  2. Business Cloud: habilitação dos serviços "plug-and-play";
  3. Intelligent Automation: foco em automação que viabiliza analytics e talentos;
  4. Proactive Intelligente: orientação para que as equipes interpretem dados para a geração de novas ideias;
  5. Intelligent Data: aplicação de modelos de analytics e insights em tempo real;
  6. Writing off legacy: adoção de serviços baseados em plataformas que usam os últimos investimentos em tecnologias;
  7. Brokers os Capability: tem a intenção de orientar as equipes de governança e operações para gerenciar resultados guiados pelo negócio;
  8. Intelligent Engagement: garante que as relações conduzam à experiência e aos resultados constantes.

A pesquisa trouxe como principais resultados alguns fatos: a inteligência analítica, de automação e proativa são essenciais; os líderes seniores querem mudanças, mas as equipes de entrega não; os fornecedores de serviço reconhecem a importância do "As-a-Service"; e a nuvem é a maior promessa para a entrega do novo valor "As-a-Service".

O estudo também indica quatro recomendações: equilíbrio da desconexão entre a ambição de liderança e a inércia da operação; busca pela "mudança big bang"; a necessidade da colaboração; concentração no desenvolvimento de talento e engajamento da força de trabalho; e tirar vantagem da tecnologia para a simplificação das operações.

O relatório completo com dados e comparações pode ser visto aqui.

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