Está dando o que falar: PT passa a permitir doações na web por boleto bancário

Por Redação | 25 de Setembro de 2015 às 14h10

O Supremo Tribunal Federal, em Brasília, decidiu na última semana pela proibição do financiamento empresarial de campanhas políticas. A decisão ainda deve passar pelas mãos da presidente Dilma Rousseff, mas já teve seu primeiro efeito prático. O PT lançou nesta semana uma nova ferramenta na internet para que seus apoiadores possam ajudar o partido, fazendo isso por meio de boleto bancário.

Por meio da campanha “Seja companheiro” na web, o partido permite que qualquer pessoa faça uma doação por meio do boleto, além de imprimir uma carteirinha que mostra seu apoio ao partido. Dados como CPF, endereço e telefone do apoiador são exigidos para criação de um usuário e obtenção do documento.

Junto com a divulgação da nova modalidade de doação, o PT também repercutiu pesquisa publicada pela Revista Exame, afirmando que 87% dos brasileiros acreditam que o financiamento privado de campanhas é um facilitador da corrupção. O levantamento envolveu respostas de 1,1 mil brasileiros e foi lançado em repercussão à decisão do Supremo.

A nova modalidade de apoio político, apenas por pessoas físicas, é permitida por lei, mesmo que com as novas regras. De acordo com a decisão do STF, as doações de empresas para partidos, políticos e campanhas eleitorais é inconstitucional, e apenas gente comum pode fazer isso. O mesmo vale para uma lei aprovada pelo Congresso também na última semana, que aprova e regulamenta essa prática com um limite de até 2% do faturamento bruto da companhia no ano anterior ao da eleição, que deve ser vetada.

A expectativa é que a avaliação da presidente siga a linha do STF, vetando a proposta do Congresso de manutenção do sistema atual. Nessa questão, porém, Rousseff sofre pressão de ambos os lados. O projeto de lei é usado como moeda de troca pelos deputados e uma recusa pode agravar ainda mais a crise política. De outro, uma aceitação fará com que o STF volte a discutir a questão, questionando Rousseff devido, novamente, à inconstitucionalidade do texto.

A proposta de reforma polícia em andamento em Brasília também inclui outros pontos que ainda estão sendo analisados e discutidos, como uma redução no tempo de campanha política e um limite de gastos que podem ser realizados por partidos e candidatos. A expectativa é que muitas das novas regras já comecem a valer no ano que vem, quando acontecem as eleições para prefeitos e vereadores em todo o país.

Fontes: PT

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