Ericsson e Cisco unem forças para ganhar mercado

Por Redação | 12.11.2015 às 08:24

Se a China é uma potência por si só, duas grandes empresas deste lado do mundo estão unindo forças para manter seu espaço no mercado e criar um poder equivalente. A Cisco e a Ericsson anunciaram a assinatura de uma parceria que deve fortalecer a posição de ambas, com a sinergia entre os setores de equipamento wireless da primeira e de dispositivos conectados e de Internet das Coisas da segunda.

Não se trata de uma compra ou fusão, mas sim de uma aliança que prevê a integração não apenas das tecnologias das duas, mas também de seus times de vendas, consultoria e, mais tarde, também de desenvolvimento de novos serviços e dispositivos. A ideia é bater de frente diretamente com duas marcas – a Huawei, que se torna cada vez mais uma gigante; e a união entre Nokia e Alcatel-Lucent, que chega para tornar o mercado mobile e de tecnologia cada vez mais competitivo na mesma medida em que se torna saturado e vê sua receita caindo.

A parceria também possui objetivos bem particulares para as duas envolvidas. Para a Ericsson, trata-se de manter a posição de maior vendedora de equipamentos de telecom do mundo, enfrentando uma Nokia que, apesar de apagada após o fim de sua divisão de celulares, vem ganhando cada vez mais força no campo da infraestrutura. Enquanto isso, para a Cisco, a ideia é aliar suas tecnologias e soluções de segurança com a líder no setor de dispositivos, trazendo mais valor aos clientes e ampliando a base de usuários de seus serviços.

Cisco + Ericsson

Os representantes comerciais da Cisco passarão a ser revendedores oficiais de produtos da Ericsson. Enquanto isso, a companhia de infraestrutura passa a contar com a estrutura da nova amiga para facilitar a implantação de redes em seus clientes e passa a ter 11 mil funcionários adicionais no setor de serviços, aumentando a agilidade nas instalações e solução de problemas. O acordo também prevê pagamentos pelo uso conjunto de patentes no desenvolvimento de aplicações e novos produtos.

A união deve adicionar pelo menos US$ 1 bilhão em vendas a partir de 2018, quando as estruturas de Cisco e Ericsson já estiverem funcionando lado a lado. Esse, aliás, é o principal motivo pelo qual as companhias preferiram adotar uma aliança e não uma compra ou fusão. Parcerias desse tipo geram resultados mais rapidamente, evitam a necessidade de reorganizações internas e, acima de tudo, passam longe de obstáculos regulatórios nos mercados internacionais, fatores que tornam um processo desse tipo mais custoso, complicado e aumentam o prazo necessário para que os resultados positivos apareçam.

Fonte: Nasdaq