Electrolux está estudando lançar uma espécie de "Uber de lavanderia"

Por Redação | 28 de Novembro de 2016 às 12h51

Todo mundo está se aproveitando da nova onda da economia compartilhada e lançando serviços inspirados no Uber, Airbnb e afins. E se você achava que não tinham mais o que inventar, a Electrolux está aí para provar que você está enganado.

A empresa sueca famosa por seus eletrodomésticos está estudando lançar um "Uber de lavanderia", em que os usuários podem usar suas próprias máquinas para lavar roupas alheias.

"Tivemos algumas ideias divertidos e estamos testando. Por exemplo: e se as pessoas compartilhassem suas máquinas de lavar que não estão sendo usadas?", questionou Jonas Samuelson, presidente-executivo da Electrolux. A ideia é boa e traria uma grana extra para os usuários e para a própria empresa, que vem buscando meios de aumentar sua lucratividade diante dos últimos relatórios financeiros que apontaram um crescimento medíocre da receita.

Porém, o executivo afirma que é preciso superar algumas barreiras antes de efetivamente colocar a ideia em prática. "Existem uma série de complexidades, como o que vai acontecer se as roupas estragarem no processo", explicou.

Até que essa e outras questões sejam respondidas, Samuelson diz que a Electrolux focará nas exigências dos consumidores. É o caso, por exemplo, de fogões que cozinhem um bife até que ele esteja no ponto desejado, eliminando a necessidade de o cozinheiro saber a temperatura e o tempo exatos para o correto cozimento.

Rivais de peso

As ideias parecem um tanto mirabolantes para uma empresa cujo foco é a fabricação de produtos da linha branca. Mas isso tem uma explicação.
Além das rivais tradicionais, como Whirpool, dona da Brastemp e Consul, e De Longhi, agora a Electrolux enfrenta a competição de empresas como Google e Amazon, que cada vez mais aumentam seus investimentos nas casas inteligentes.

E é nesse cenário que a companhia tem de procurar se reinventar. Além do "Uber de lavanderia", a sueca está apostando na criação de fogões que têm uma câmera que envia fotos para o smartphone dos usuário e aparelhos de ar-condicionado que podem ser controlados por aplicativo.

Outra área de investimento é a segurança na internet, considerada por Samuelson como "fundamental". "Se você não for capaz de assegurar que os usuários tenham total confiança na integridade de seus smartphones, eles simplesmente não aceitarão isso", acrescentou.

Embora não tenha indicado quando tudo isso poderá chegar ao mercado, o chefão da Electrolux disse que está "muito aberto a experimentações", o que dá a entender que veremos eletrodomésticos bem interessantes num futuro próximo.

Via Folha de S.Paulo

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