Educar para um mundo conectado

Por José Otero | 22 de Fevereiro de 2018 às 17h58

O mundo das telecomunicações está constantemente em movimento com a busca pela melhor oferta atual e o aumento de eficiência reduz os custos na oferta de serviços. Mas uma pesquisa que é acompanhada de novos modelos de negócio às vezes deixa empresas que se recusam a inovar obsoletas.

Os próximos meses estarão atormentados, alguns com anúncios programados para atrair audiência, outros passam sem muito barulho. O importante é ver como o consumidor vem se beneficiando das mudanças que sem dúvida ocorrerão no mercado nos próximos meses.

Os próximos meses também nos trazem um maior número de exemplos de como a Internet das Coisas pode aumentar a eficiência em diferentes segmentos da economia. De uma melhor gestão logística de frotas de transportes de veículos até medidores de energia inteligente que geram milhões de reais em poupança serão alguns dos modelos mais repetidos por vendedores. Enquanto isso estão acontecendo as feiras internacionais de tecnologia que começarão a ir além da famosa Internet das Coisas para se concentrar em robótica e inteligência artificial. O futuro chegou, o único que resta é definir quantos anos irá demorar para se consolidar globalmente.

Imagine o impacto de todas estas tecnologias no desenvolvimento social de um país? Implementá-las na defesa dos direitos humanos e maior transparência em trâmites de governo?

Obviamente, pensar nestas inovações fora do foco tradicional de vender primordialmente ao setor privado as novas tecnologias é um pouco estranho. Sobretudo quando o que escutamos do aumento no uso de robôs e automatização da produção gera um aumento no desemprego.  É necessário vê-lo de uma perspectiva diferente como já o expressou Muhammad Yunus, fundador do Banco Grameen, que gostaria de uma infinidade de procedimentos governamentais realizados por máquinas e robôs, a fim de minimizar a fraude e eliminar os pedidos de “mordidas”: eliminar o funcionário corrupto.

Independentemente do que traga a automatização de postos de trabalho, ambos os eventos têm um ponto que não deve ser ignorado. A tecnologia aumenta sua presença ao nosso redor e isso implica que as habilidades com as quais contamos também precisam evoluir para fazer frente a este novo presente.

Aqui o governo tem uma grande responsabilidade, há que buscar como aumentar as habilidades técnicas da população para dessa maneira enfrentar a crescente demanda de trabalhadores com conhecimento em tecnologias de informação tanto nacional como internacional.

Não pode aspirar um mundo conectado onde robôs e Internet das Coisas tenha um reinado supremo se não existam pessoas suficientes que saibam como consertar um servidor ou protegê-lo de acesso externo não autorizado.

Cada nova geração tecnológica é um forte chamado a uma maior disponibilidade de carreiras, certificações e cursos sobre tecnologias a preços acessíveis para a população. Que o mundo conectado sirva também para levar educação sobre redes, espectro e outros temas do mundo digital para todo aquele interessado em aprender e reaprender para desta forma progredir.

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