Diversidade: Apple apresenta melhora, mas ainda tem longo caminho pela frente

Por Redação | 14 de Agosto de 2015 às 09h58
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Seguindo uma das tendências mais recentes e importantes do Vale do Silício, a Apple divulgou nesta quinta-feira (13) seu relatório periódico de diversidade, afirmando que nunca em sua história contratou tanta gente que represente minorias ou o gênero feminino. Segundo a companhia, quase metade de todos os novos funcionários da companhia, em todas as suas sucursais mundiais, são mulheres, negros, latinos ou possuem origem indígena.

O documento foi assinado pelo CEO da empresa, Tim Cook, que afirmou que este é o maior esforço já feito em prol da diversidade na empresa de Cupertino. Em relação ao mesmo período em 2014, foram 65% mais mulheres, 50% mais negros e 66% mais latinos que se tornaram funcionários da Apple, em um movimento que deve continuar no futuro.

Ainda assim, porém, a empresa tem um longo caminho a seguir se quiser atingir o patamar de representatividade desejado. E o principal ponto de atenção, aqui, é seu quadro gerencial, que ainda é composto em 72% por homens e 63% de representantes da etnia branca. No total, 69% dos trabalhadores da companhia são do gênero masculino, enquanto 54% são caucasianos.

Cook admite que esses números pouco mudaram de 2014 para cá, mas, ao mesmo tempo, mostra o quanto a companhia caminhou desde então. De acordo com ele, muitos verão o progresso, enquanto outros chamarão atenção para o fato de que a Apple ainda está distante do que seria considerado aceitável. A ambos, o CEO agradece e promete continuar trabalhando para atingir níveis ainda maiores de contratações com diversidade.

A revelação de relatórios desse tipo é uma novidade recente para a Apple, que começou a fazer isso apenas no final do ano passado após sucessivos pedidos de congressistas e representantes de grupos minoritários. Ela não foi a única a ser pressionada, claro, mas foi uma das que mais demorou a abrir seus dados com relação a isso, apesar de ter, há anos, programas de incentivo à formação de jovens carentes e instruir seus gestores a focarem na contratação de minorias.

De acordo com as leis norte-americanas, as empresas que operam no país são obrigadas a submeterem, anualmente, um relatório ao governo, detalhando a divisão de etnias e gênero em todas as suas categorias de atuação. São essas informações que a Apple promete, daqui em diante, compartilhar também com o público, de forma a manter uma total transparência sobre a questão.

Mesmo assim, a companhia de Cupertino criticou a forma como a administração federal lida com esse tipo de coisa, afirmando que o relatório não corresponde necessariamente ao progresso que a empresa vem fazendo. Para a Maçã, ações sociais e programas de incentivo à educação e cultura também deveriam contar como iniciativas em prol da diversidade, mesmo quando não resultam na contratação de funcionários.

Grupos minoritários comemoraram os anúncios, mas também comentaram sobre a grande disparidade entre os funcionários operacionais e técnicos da Apple em relação a seus executivos. Dos 83 gestores que ocupam altos cargos na companhia, há apenas um hispânico, dois negros e oito asiáticos, enquanto doze são mulheres brancas. É aqui que, para muita gente, está o grande nó que a política de diversidade da empresa terá que desatar em breve.

Fontes: Apple, USA Today

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