Digitalização de serviços financeiros pode render R$ 495 bi em lucros à economia

Por Redação | 30 de Setembro de 2016 às 20h10

Nos países emergentes, dois bilhões de pessoas e 200 milhões de empresas não possuem acesso à poupança e ao crédito. Neste mesmo cenário, aliás, quem tem acesso pode acabar pagando muito caro por uma gama limitada de produtos financeiros.

Uma nova pesquisa da consultoria McKinsey revela que tal situação pode ser revertida com a implantação de tecnologias digitais voltadas a serviços de banco, o que geraria uma maior inclusão no universo financeiro, bem como redução de custos operacionais e, consequentemente, ganho em produtividade em toda a economia. Dentre os recursos estariam as aplicações digitais para serviços financeiros, como apps de internet banking, e os novos negócios resultantes das fintechs.

Segundo a consultoria, digitalizar os serviços financeiros poderia resultar em um aumento de US$ 2,1 trilhões no volume de empréstimos concedidos tanto a empresas quanto a pessoas físicas em países emergentes em 2025. No estudo, foram avaliados os ecossistemas no Brasil, na China, na Etiópia, na Índia, no México, na Nigéria e no Paquistão.

Assim como os clientes de soluções, as instituições financeiras também se beneficiariam do recurso, com uma economia de aproximadamente US$ 400 bilhões por ano em custos diretos.

Para o Brasil, a consultoria estima um ganho de US$ 152 bilhões (cerca de US$ 495 bilhões) na economia nacional em 2025, ao digitalizar as transações no setor financeiro. Esse valor, aliás, estaria relacionado aos ganhos de produtividade, aumentos de postos de trabalho e crescimento dos investimentos. Na somatória dos sete países estudados, o potencial de incremento bateria a casa dos US$ 3,7 trilhões.

Via CIO

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