Dia de demissões na Mozilla: 70 funcionários foram dispensados

Por Fidel Forato | 15 de Janeiro de 2020 às 20h40
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Dias conturbados rondam a Mozilla. Isso porque a empresa anuciou a demissão de cerca de 70 funcionários esta semana. Em um memorando interno após a medida, Mitchell Baker, presidente da empresa e o CEO interino, justifica a lenta implantação dos novos produtos - que geram receitas de forma independente - como a razão das demissões.

Por enquanto, o número final de demitidos ainda não está fechado, já que a Mozilla ainda avalia como esse corte de mão-de-obra afetará os trabalhadores que continuam em seus cargos no Reino Unido e na França. Até então, a última vez em que a organização relatou dispensas desse tipo foi em 2017.

70 funcionários são demitidos de uma vez da Mozilla (Foto: Divulgação/ Mozilla)Caption

Entenda a crise

“Você deve se lembrar que esperávamos obter receita em 2019 e 2020 com novos produtos de assinatura, além de uma receita mais alta de fontes externas à pesquisa. Isso não aconteceu”, escreve Baker no memorando.

“Nosso plano de 2019 subestimou quanto tempo levaria para criar e distribuir novos produtos geradores de receita. Dado que tudo o que aprendemos em 2019 sobre o ritmo da inovação, decidimos adotar uma abordagem mais conservadora para projetar nossa receita de 2020. Também concordamos com um princípio de viver de acordo com nossos meios, de não gastar mais do que ganhamos por um futuro previsível", justifica o presidente da Mozilla, após os cortes.

Baker alega que os funcionários demitidos receberão "pacotes de saída generosos" e suporte outplacement - sistema que busca ajudar o funcionário demitido a se recolocar em outras empresas. O presidente ainda explica que a equipe de liderança procurou encerrar o fundo de inovação Mozilla, mas decidiu que ele era necessário para continuar desenvolvendo novos projetos. No total, a Mozilla está investindo US$ 43 milhões na construção de novos produtos.

"Quando olhamos para o futuro, sabemos que devemos tomar medidas ousadas para evoluir e garantir a força e a longevidade de nossa missão", escreve Baker. “A Mozilla tem uma forte linha de visão para a geração futura de receita, mas estamos adotando uma abordagem mais conservadora de nossas finanças. Isso nos permitirá girar conforme necessário para responder às ameaças do mercado à saúde na Internet e defender a privacidade do usuário”, conclui o presidente da organização.

Próximos passos

As medidas são parte dos planos da Mozilla em se tornar menos dependente do faturamento a partir de parcerias de pesquisa e criar mais canais de receitas próprios, como serviços por assinatura.

Em uma declaração publicada no blog da organização, Mitchell Baker reitera que a Mozilla precisou fazer esses cortes para financiar a inovação. "A Mozilla tem uma forte linha de visão sobre a geração futura de receita do nosso negócio principal", ele escreve. “De certa forma, isso torna essa ação mais difícil e estamos profundamente angustiados com o efeito em nossos colegas. No entanto, para fazer responsavelmente investimentos adicionais em inovação para melhorar a Internet, podemos e devemos trabalhar dentro dos limites de nossas finanças principais.”

Fonte: TechCrunch

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