Despesas mundiais com TI devem cair 1,3% em 2015, segundo Gartner

Por Redação | 14 de Abril de 2015 às 17h51

A consultoria especializada em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia Gartner afirmou que as despesas mundiais envolvendo o setor de TI devem ser reduzidas a US$ 3,66 trilhões em 2015. Este número representa uma queda de 1,3% em relação ao ano passado. A consultoria afirma que o aumento do dólar é o principal responsável pela queda.

No relatório do último trimestre, o Gartner calculou que a previsão para despesas mundiais com TI em 2015 iria aumentar 2,4%. John-David Lovelock, Vice Presidente de Pesquisa do Gartner, disse que o "recente aumento no valor do dólar americano em comparação com a maioria das moedas causou um choque no mercado global de TI. Tirando o impacto dos movimentos de taxa de câmbio, as estimativas correspondentes de crescimento de moeda constante são de 3,1%, uma diferença de somente 0,6% desde a atualização do último trimestre. São ilusões que as grandes flutuações no valor do dólar podem criar".

"Entretanto, essa questão oculta um problema maior e que apresenta implicações reais. Cada produto ou serviço que possui um componente com base no dólar americano deve ter esse custo coberto na taxa de câmbio mais baixa. A implicação é que haverá aumento de preços. Porém, há muitas outras forças de mercado em ação — a proteção dos lucros do dólar americano exigirá uma abordagem de nuances e diversas facetas que envolvam preços, parcerias e gerenciamento de produtos", diz o analista do Gartner.

O principal indicador global das tendências de tecnologia entre os mercados de hardware, software e serviços de TI e telecomunicações, o Gartner Worldwide IT Spending Forecast, é utilizado para reconhecer as oportunidades e desafios do mercado, além de fundamentar suas principais decisões comerciais em metodologias comprovadas, ao invés de conjecturas.

A consultoria prevê que as despesas com dispositivos (incluindo PCs, celulares, tablets e impressoras) diminuam 1,2%, atingindo US$ 685 bilhões. Os gastos para todos os dispositivos em 2015 foram revisados para baixo, em parte devido ao abrandamento nas compras de PCs na Europa Ocidental, na Rússia e no Japão, países onde a moeda local foi desvalorizada em relação ao dólar.

Já o mercado de aparelhos celulares não é tão afetado pelas oscilações cambiais. Uma mudança substancial na mistura de telefones em mercados emergentes com relação aos smartphones com preço reduzido impede o aumento nos preços de telefones premium, resultando em uma média de preços estável entre 2014 e 2015.

As despesas com sistema de Data Center devem alcançar US$ 142 bilhões em 2015, um aumento de 0,4% comparado a 2014. O armazenamento externo com base em controlar equipamentos de redes corporativas e servidores testemunhou o maior impacto devido à pressão de preços mais altos a que os fornecedores de servidores estão expostos em razão de suas margens relativamente inferiores.

Em relação ao mercado de software corporativo, as despesas devem totalizar US$ 320 bilhões em 2015, um aumento considerável de 2,3% em comparação com o ano passado. No entanto, essa revisão reduz os valores da última análise. Isso é resultado de uma diminuição substancial na previsão para os gastos com suíte de escritório. Esse fato é reflexo da aceleração da adoção do Office 365, da Microsoft, que está alterando os fluxos de receitas tradicionais por custo proporcional à duração da assinatura.

Os serviços de TI terão uma ligeira queda para US$ 942 bilhões em 2015, uma queda em relação aos US$ 948 bilhões de 2014. As maiores reduções nos serviços de implantação, especialmente nos Estados Unidos. Embora as indústrias de gás e petróleo representem apenas 1% do mercado de serviços de TI, seus compradores reagem historicamente rápido quando os preços caem, normalmente cortando os gastos em 20% ou mais. Visto os Estados Unidos serem um grande produtor de petróleo e um grande mercado para os serviços de TI, espera-se que as maiores reduções de despesas nos serviços ocorram no país em 2015 e 2016, com um impacto inicial nos serviços de implantação.

Em relação aos serviços de telecomunicações, a queda será de 2,6%, totalizando US$ 1,57 trilhão. O principal motivo é a redução no total de conexões dos mercados desenvolvidos, como os Estados Unidos e diversas nações da Europa Ocidental, visto que o crescimento dos dispositivos com conexão somente de dados não foi tão alto quanto o esperado.

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