Design pode ser a causa das explosões do Galaxy Note 7

Por Redação | 05 de Dezembro de 2016 às 13h26
photo_camera Divulgação

Na semana passada, a Samsung prometeu que explicaria oficialmente as explosões do Galaxy Note 7 antes do final do ano. No entanto, uma empresa chamada Instrumental, responsável pela fabricação de ferramentas de engenharia, resolveu se antecipar e descobrir por conta própria a causa do problema com o gadget explosivo.

Para a surpresa de muita gente, o que os especialistas descobriram foi que o problema não está na bateria em si, como a maioria imaginava, mas sim no design do aparelho. O que acontece é que o design do phablet comprime a bateria, mesmo durante a operação normal do aparelho.

"A bateria do Note 7 consiste de uma camada positiva feita de óxido de lítio-cobalto, uma camada negativa feita de grafite, e duas camadas separadoras encharcadas de eletrólitos feitos de polímero. Essas camadas permitem que íons (e energia) fluam entre as camadas, sem permitir que elas se toquem", explica a engenheira. Porém, se as camadas positivas e negativas entrarem em contato umas com as outras, o resultado pode ser uma explosão (ou fogo).

Em suma, parece que a Samsung tentou encaixar uma bateria de grande capacidade em um design muito fino, deixando o espaço para encaixar a bateria estreito demais para que as camadas não fossem pressionadas. Isso explicaria como a Samsung conseguiu tornar a vida útil da bateria do Galaxy Note 7 mais longa do que a do Galaxy Note 5 sem tornar o aparelho fisicamente maior.

Interior do Samsung Galaxy Note 7 (Foto: Instrumental)

Para a Instrumental, a Samsung quis inovar com o lançamento do phablet, e "inovação significa forçar os limites". No entanto, a empresa falhou na hora de realizar os devidos testes de segurança e validação do design do aparelho antes comercializá-lo. "Eles enviaram um produto perigoso às lojas", disse a empresa de engenharia, que desmontou o Galaxy Note 7 para encontrar o seu defeito explosivo.

Durante o primeiro recall do Note 7, as baterias foram substituídas por outras fabricadas em diferentes fornecedores. Entretanto, isto não resolveu o defeito e acabou resultando no recolhimento total dos modelos enviados ao mercado, que totalizam cerca de 4,3 milhões de unidades.

Via Sam Mobile

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