Depois de filmes e livros, história de Steve Jobs vai se transformar em ópera

Por Redação | 06 de Agosto de 2015 às 18h30

Desde a morte de Steve Jobs, em outubro de 2011, vimos sua história ser contada de diversas formas. Vários livros chegaram às lojas contando sua trajetória, tivemos uma adaptação para os cinemas com Ashton Kutcher e há outra a caminho com Michael Fassbender no papel principal. Tem até mesmo quadrinhos focados na fundação da Apple. No entanto, ninguém nunca imaginou que um dia veria uma ópera inspirada no legado de Jobs.

O projeto está sendo encabeçado por um grupo do estado americano do Novo México, que quer fazer algo diferente de todas as demais produções sobre o criador do iPhone. Em vez de mostrar mais uma visão de vida e obra, o pessoal da Santa Fe Opera anunciou que vai trazer algo um pouco filosófico e, de certo modo, divino. Batizada de "The Revolution of Steve Jobs", a ópera quer mostrar o momento em que o executivo precisa encarar sua própria mortalidade.

Profundo, não é mesmo? Pois a ideia é partir desse ponto de vista bem particular e seguir para os demais feitos da vida do homenageado, como em qualquer outra biografia. Segundo o grupo, é ao encarar sua morte que Jobs vai retomar os eventos e as pessoas que o inspiraram e o fizeram se tornar a figura que todos nós conhecemos.

A apresentação deve estrear somente em 2017 e será escrita pelo compositor Mason Battes em conjunto com o libretista (especialista em óperas que cria as falas cantadas que são marcas do gênero) Mark Campbell.

E, por mais estranho que seja imaginar uma ópera sobre Steve Jobs, o diretor geral da Santa Fe Opera acredita que a verdade é bem diferente. Para Charles MacKay, a jornada de Jobs desde a sua parceria com Steve Wozniak para o lançamento do Apple II até a criação do iPod e iPhone — além de sua morte, é claro — são partes de uma bela jornada que se encaixam muito bem no estilo. Tanto que ele diz que todos estão muito empolgados com a possibilidade de contar a história e o legado de um americano tão ilustre de maneira tão única.

Já para o compositor Mason Battes, o verdadeiro charme de The Revolution of Steve Jobs é a junção daquilo que o homenageado tinha de melhor: inovação, criatividade e comunicação humana. Para ele, a forma como Jobs se relacionava com todos aqueles que o ajudaram em sua jornada vai ser o grande diferencial da ópera.

Battes revela ainda que cada personagem contará com sua própria música e que, quando essas canções se colidirem, o resultado será, no mínimo, interessante. Vamos combinar que isso é realmente algo muito difícil de imaginar.

Via: Telegraph