Departamento de Justiça dos EUA acusa Apple de fazer um sistema seguro demais

Por Redação | 11 de Março de 2016 às 10h18
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Toda essa polêmica envolvendo a Apple e o FBI já chegou em um nível tão absurdo que até mesmo alguns eventos bizarros estão acontecendo em torno do caso. Desta vez, a empresa está sendo acusada de ter feito um sistema muito seguro. Isso mesmo. Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Maçã de Cupertino deliberadamente criou barreiras tecnológicas no iOS que impedem que ele seja hackeado. Ao invés de receber um "parabéns" pelo bom trabalho na hora de proteger os dados e a privacidade dos usuários, ela está sendo processada por isso.

Esse é mais um desdobramento da batalha da agência norte-americana contra a companhia na tentativa de desbloquear o famigerado iPhone 5c usado pelo atirador de San Benardino no ano passado. De acordo com o Departamento de Justiça, a Apple não só criou barreiras para impedir o acesso aos dados dos iPhones como ainda não vê razão para tanta resistência. O órgão alega que não há razões para que a empresa pense que o código usado nesse processo deixará de ser seu e que não há qualquer exigência de que a Apple explique ao governo como tudo funciona.

Como explica o texto do processo, o pedido feito pela agência federal não se trata de uma chave-mestre para liberar o acesso a qualquer dispositivo iOS, mas para permitir o acesso a uma única "porta" que está fechada. No entanto, de acordo com o CEO da Apple, Tim Cook, permitir essa entrada como o FBI exige tornaria todos os iPhones vulneráveis porque esse mesmo software usado na investigação poderia ser usado para hackear outros dispositivos em qualquer lugar do mundo.

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Segurança iOS

A agência insiste na questão dizendo que a empresa pode simplesmente deletar o programa assim que tudo for resolvido. No entanto, a Maçã diz que isso não é possível por conta do precedente que o caso pode abrir. Se o FBI vencer essa disputa, o governo pode exigir outras operações semelhantes no futuro e o tal software pode ser requisitado. Assim, ele não pode ser eliminado e mantê-lo "vivo" é uma ameaça constante a toda a segurança do iOS.

A Apple afirma ainda que o tal software exigido pelas forças do governo não existe e que criá-lo seria uma violação direta à Primeira e à Quinta Emenda da constituição do país. No entanto, o Departamento de Justiça não vê isso tudo desta forma e afirma que não é este o caso e que o governo e a comunidade precisam saber o que está armazenado no telefone do terrorista. Para isso, contudo, a ajuda da Apple é necessária. Para o Departamento, a retórica da empresa não é apenas falsa, mas também corrosiva às várias instituições que são melhores protetoras e guardiãs da liberdade e dos direitos dos cidadãos americanos.

America

Ainda assim, a Apple se recursa a ajudar e pretende levar a briga para a Suprema Corte. Enquanto isso, ela vem conquistando o apoio de especialistas em segurança, outras empresas de tecnologia e cerca de 50% da população dos Estados Unidos.

Fonte: Cult of Mac

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