Demissões afetam empresas de tecnologia de todos os portes

Por Redação | 20 de Outubro de 2015 às 12h03
photo_camera Reprodução/PanisEtCircenses

Mesmo com a aparente prosperidade da indústria de tecnologia, diversas empresas do setor estão cortando custos e distribuindo avisos de demissão. As razões para isto são tão variadas quanto os produtos oferecidos por estas companhias, mas os chamados layoffs oferecem um contraponto interessante aos mega eventos de anúncios que dominam as manchetes de publicações especializadas no segmento.

O layoff consiste na redução temporária da jornada de trabalho e do salário dos funcionários ou na suspensão dos contratos de trabalho por parte da empresa. Esta é uma solução juridicamente válida utilizada pelas companhias que precisam se readequar em processos temporários causados por mudanças de mercado, estrutura, tecnologia, entre outros.

A grande questão é se os atuais layoffs de empresas como Twitter, Microsoft e Snapchat são sinais saudáveis, que refletem a ação de empresas disciplinadas tomando medidas para evitar ultrapassar seus próprios limites, ou se isto é um alerta de um mercado em mutação.

Especialistas acreditam que os recentes cortes realizados pelo Twitter e pelo Flipagram significam que estas empresas estão pensando no futuro, diminuindo seus custos e cortando a gordura de suas organizações. "Nós provavelmente veremos mais disto nos próximos trimestres", destacou Chi-Hua Chien, cofundador da empresa de capital de risco Goodwater Capital. "Há um sentimento geral de que o mercado de tecnologia e financiamento está ficando mais difícil a cada etapa", completou.

O período de demissões na indústria de tecnologia tem afetado tanto as grandes corporações quanto as startups mais jovens. As gigantes HP e Microsoft já cortaram milhares de empregos neste ano, um movimento que mostra a luta da velha guarda para se reestruturar e combater o envelhecimento.

No entanto, as demissões também estão batendo à porta das empresas de aplicativos móveis que estão na vanguarda da indústria. O Flipagram, por exemplo, anunciou recentemente um corte de 20% do seu pessoal. Já a Zomato, uma startup indiana de US$ 1 bilhão, admitiu um corte de 300 funcionários de sua equipe, a maioria deles nos Estados Unidos.

Nem mesmo o Twitter escapou do layoff. Este mês, a empresa anunciou que vai demitir 336 funcionários, o que equivale a 8% do seu quadro total. A maior parte dos cortes vai afetar a divisão de engenharia, uma vez que a companhia acredita que um grupo "menor e mais ágil" será mais eficaz.

Há poucos dias, o Snapchat anunciou o fechamento permanente do Snap Channel, seu canal de conteúdo original lançado no início deste ano. O movimento resultou na demissão de alguns funcionários e no remanejamento de outros.

As demissões são apenas um sintoma de que o mercado está azedando e que muitos IPOs (Oferta Pública Inicial) foram um fiasco. Agora, a expectativa em relação à próxima grande abertura de capital do setor está depositada na empresa de pagamentos móveis Square, comandada por Jack Dorsey, que também é CEO do Twitter.

A Square perdeu centenas de milhões de dólares nos últimos três anos e não mostra sinais de inversão desta tendência. Agora, a empresa vai tentar levantar dinheiro nos mercados públicos, uma vez que não está mais obtendo sucesso nos privados. Apesar das expectativas, se o IPO da Square falhar, é bom que o mercado se prepare para mais demissões.

Via Business Insider

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