Dell EMC World 2016: Retrospectiva

Por Colaborador externo | 03 de Novembro de 2016 às 12h50

Por David Goulden*

O primeiro Dell EMC World terminou na semana passada. O entusiasmo e a euforia nos corredores foram realmente impressionantes. Depois de apenas seis semanas como empresas unidas, tivemos um começo inacreditavelmente rápido e sólido ao anteciparmos uma série de novos produtos que reúnem tecnologias líderes do setor da família Dell Technologies.

Os anúncios, as apresentações, as sessões em grupos e as conversas com nossos clientes, parceiros e influenciadores foram centrados na transformação digital e da TI. Agora, é de conhecimento comum de que todos os setores estão enfrentando a inovação digital à medida que a tecnologia muda rapidamente o modo como vivemos e trabalhamos.

Essa tremenda oportunidade é acompanhada de um “receio digital”. Enquanto as empresas buscam a maneira de conduzir essa oportunidade, participando e buscando obter sucesso na nova era digital, organizações de todos os tipos e tamanhos sentem a pressão para se tornarem uma empresa de fato digital.

Isso foi demonstrado em um recente estudo da Dell Technologies, no qual aproximadamente metade dos líderes de negócios globais de empresas de médio e grande porte admitiram que não está claro como seu setor estará daqui a três anos.

Esses líderes acreditam também que mudar para um modelo em nuvem, expandir a capacidade de desenvolvimento de software e possibilitar uma inovação mais será crucial para chegar à transformação digital.

Revelou-se que a maioria das organizações está lutando para desenvolver seus datacenters, com 69% dos participantes da pesquisa afirmando que são afetados pelo excesso de aplicações transacionais. Eles enfrentam também o desafio de reduzir a proliferação e os gastos e, ao mesmo tempo, precisam manter seus sistemas atualizados.

Como o setor de TI chegou a essa posição? E o que está por vir?

Tudo da TI está acelerando exponencialmente. A Lei de Moore continua verdadeira, à medida que os recursos tecnológicos avançam 10 vezes a cada cinco anos. Isso significa que há 15 anos, tudo era 1.000 vezes mais lento do que hoje. Durante a era client-server, a TI se concentrava na automação do back office, middle-office e usuários finais. Os sistemas de TI eram implementados com ênfase no processo, na eficiência e na confiabilidade. Além disso, grande parte do tempo da TI era dedicado à implementação de aplicativos tradicionais em pacotes e não no desenvolvimento de software.

Agora, com a rápida evolução que se presenciará nos próximos 15 anos, podemos esperar um avanço de 1.000 vezes nos recursos tecnológicos. Isso implicará em uma era de TI drasticamente diferente. A Internet das Coisas está nos levando rapidamente ao caminho dos negócios e da economia habilitados pela TI. Há outra profunda mudança em andamento: A TI deixará de ser apoio para os negócios e se tornará o próprio negócio.

A tecnologia será inerente em todos os aspectos dos negócios. O foco será deslocado dos sistemas de registro para sistemas de envolvimento e percepção concentrados em usar a inovação de TI para desenvolver produtos, ofertas e serviços novos. Com esse deslocamento vem um desejo renovado e a necessidade de desenvolver software que resulte na diferenciação — ou superação — da concorrência. A capacidade de diferenciação com software continuará a criar vendedores e perdedores em todos os setores.

Grande parte de minhas conversas com clientes se concentram em como a TI pode impactar e sustentar essa transformação.De acordo com a estimativa de analistas, a era client-servidor de gastos teve seu pico em US$ 2,7 trilhões. Essa quantia foi investida em aplicativos tradicionais client-servidor que administram os negócios atuais. Ao que parece aplicativos tradicionais que não sairão de cena tão cedo.

Como os orçamentos de TI não crescem exponencialmente, a TI deve se concentrar em otimizar a infraestrutura e os aplicativos tradicionais para executar tecnologias como o SAP e Oracle, de modo mais eficiente. Retirando o custo da TI tradicional as novas iniciativas digitais de TI poderão ser financiadas com mais facilidade.

Essas novas iniciativas digitais serão habilitadas por aplicativos nativos à nuvem. Eles são stateless (versáteis), distribuídos e scale-out por natureza, com resiliência integrada ao aplicativo, aproveitando os processos de desenvolvimento DevOps. Essas soluções têm 1.000 usuários a mais por aplicativo, com cada usuário gerando 1.000 vezes mais dados, levando a conjuntos de dados que podem ser 1 milhão de vezes maior do que em ambientes tradicionais.

Para a TI, isso apresenta um duplo desafio: acelerar a transformação digital para dar suporte aos requisitos dos novos aplicativos nativos à nuvem e, ao mesmo tempo, suporte a aplicativos tradicionais que administram os negócios atuais.

A TI deve ser uma especialista e visionária em paradigmas de arquitetura e operacionais distintos. O caminho mais claro em direção à transformação da TI e solução desse duplo desafio é por meio da estratégia de nuvem híbrida que, conforme acreditamos, aproveitará várias nuvens híbridas.

O primeiro passo para obter isso é a modernização do datacenter. Princípios fundamentais da tecnologia, como scale-out, flash, definido por software e habilitado para nuvem, são essenciais para um datacenter moderno.

Após estabelecer um datacenter moderno e sua infraestrutura, o próximo passo é a automatização. Habilitar um ambiente simplificado e de autoatendimento permite que as organizações dimensionem uma operação e mantenham a confiabilidade. E por fim, a transformação para um modelo de ITaaS (IT as a Service, TI como serviço).

A Dell EMC tem o compromisso de inovar para que os clientes tenham a infraestrutura necessária para a transformação, ao mesmo tempo em que equilibra um conjunto de prioridades cada vez mais complexo. Deixe a transformação começar.

*David Goulden é Presidente do Infrastructure Solutions Group na Dell EMC.

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