De olho na China, Apple quer tornar suas lojas mais intimistas e interessantes

Por Redação | 10 de Novembro de 2015 às 14h12
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Enquanto boa parte do varejo tenta se mexer para combater a concorrência cada vez maior do comércio eletrônico, a Apple continua seguindo de vento em popa nesse quesito, com suas lojas oficiais sendo mais do que apenas pontos de venda, mas verdadeiros pontos turísticos, que causam comoção a cada inauguração. Nada disso, porém, significa que a empresa está confortável, pelo contrário. Como aponta Angela Ahrendts, a ideia é alçar voos cada vez mais altos, chegando à China e também revolucionando a maneira de se comprar nos estabelecimentos.

A diretora de varejo e comércio eletrônico da Apple continua fazendo um trabalho que é visto como ótimo pelos acionistas e pela diretoria, unificando cada vez mais os espaços de venda físicos e digitais da marca. Para ela, as Stores são “um produto por si só”, tão importantes quanto qualquer iPhone ou Mac e, por isso mesmo, se tornaram parte integrante da estratégia.

Esse fator, para a executiva, é essencial para superar o que se tornou o principal desafio do varejo – a preferência dos clientes por comprar online. Na visão de Ahrendts, os jovens, principalmente, preferem comprar seus produtos sem um vendedor para auxiliar ou dar informações que eles já sabem ou com as quais não se importam. A ideia, então, é transformar a experiência de compra em uma Apple Store para além de, simplesmente, um local para exposição de produtos e contato com os especialistas do Genius Bar.

Um projeto já em andamento é o Avenue, que transformou o fundo das lojas, normalmente desinteressantes e apenas com acessórios pendurados em mostradores, em vitrines mais interessantes. Para a executiva, trata-se de simular uma experiência de andar por bairros comerciais de cidades pequenas, observando itens interessantes antes da chegada ao caixa e investindo na compra de ocasião. Apesar de todas as mudanças, uma coisa ela deixa clara: as grandes mesas com produtos em exposição não vão a lugar algum, pois foram desenhadas pelo designer Jony Ive e fazem parte da identidade das lojas da Maçã.

Um dos grandes objetivos agora é chegar à China, onde a fabricante vem intensificando sua presença de olho no mundo mobile. Ahrendts conta que as lojas da Apple têm contratos de aluguel firmados por dez anos, de forma a reduzir o custo. A empresa percebeu que as cidades que serão as mais populosas do mundo ao longo da próxima década estão todas no país asiático, e mais do que isso, os cidadãos chineses também estão entre os que mais viajam internacionalmente. O resultado: uma futura expansão para lá e a contratação de 21 fluentes em mandarim para atender clientes na principal loja da Apple, no bairro do Upper East Side. E isso é só o começo.

Fonte: Fast Company