Dados do iPhone do atirador de San Bernardino foram úteis ao FBI

Por Redação | 20 de Abril de 2016 às 08h24

Os especialistas do FBI que tiveram acesso às informações recuperadas do iPhone 5c de Syed Farook, um dos atiradores de San Bernardino, disseram que os dados foram úteis para o andamento das investigações, apesar da escassez de informações que havia no aparelho.

Em reportagem, a CNN revelou que o aparelho não continha nenhuma evidência de que Farook manteve contato com membros do Estado Islâmico durante os 18 minutos em que o FBI não conseguiu monitorar a comunicação do terrorista. Agora a investigação continua, e um dos propósitos do FBI seria descobrir se Farook e sua esposa, Tashfeen Malik, mantinham contato com o grupo jihadista por meio de outro método de comunicação durante o ocorrido.

A “novela” entre o FBI e a Apple com relação ao desbloqueio do aparelho durou várias semanas, com a agência de investigação de um lado exigindo que a fabricante do aparelho quebrasse sua segurança e, do outro, a Maçã se recusando a burlar seus métodos que transformam os iPhones tão seguros - a ponto de nem mesmo o governo dos Estados Unidos ser capaz de invadi-los sem desrespeitar a legislação.

Então o bureau teria contratado “na surdina” o serviço de hackers para acessar o conteúdo do aparelho, mas até hoje essa história ainda não está muito bem contada. Mesmo tendo acesso aos dados, a polícia anunciou que não seria capaz de informar à Apple qual o método utilizado para quebrar a segurança do aparelho, já que isso seria de propriedade dos contratados.

Fonte: CNN

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