Criadora do navegador Opera pode ser colocada à venda

Por Redação | 10.08.2015 às 18:50

A empresa por trás do navegador Opera está considerando se colocar à venda depois que as previsões de receita do segundo trimestre falharam e resultaram em um corte nas expectativas de ganhos para o ano inteiro.

Antes, a empresa esperava faturar entre US$ 630 milhões e US$ 650 milhões em 2015, mas agora a expectativa caiu para US$ 600 milhões a US$ 618 milhões. Analistas previam uma receita de US$ 642 milhões no ano. Em 2014, o faturamento da empresa foi de US$ 481 milhões.

Essa foi a segunda vez em seis meses que a Opera cortou drasticamente sua previsão de rendimentos. Em fevereiro deste ano, as ações da empresa caíram 44% em apenas um dia após um aviso de que o crescimento seria menor do que o esperado.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a busca por um comprador, ou outras formas de parceria, vem em resposta ao interesse estratégico manifestado por "diferentes partes" e será auxiliada por banqueiros do Morgan Stanley International e do ABG Sundal Collier. A revisão estratégica deve ser concluída no segundo semestre de 2015.

O crescimento das receitas da Opera no segundo trimestre foi de 45% em comparação ao mesmo período do ano anterior, chegando a US$ 146 milhões. Porém, o número ficou abaixo de todas as previsões dos analistas, que esperavam um crescimento médio de 51%. O fraco desempenho do negócio de publicidade móvel da Opera foi apontado como um dos pontos que ajudaram nessa baixa.

Enquanto os resultados financeiros que envolvem o negócio de publicidade móvel e o navegador da Opera não são muito animadores, a empresa anunciou na última sexta-feira (7) a compra do Bemobi, um serviço brasileiro que comercializa aplicativos e serviços com base em um sistema de assinaturas.

Os detalhes financeiros da transação não foram divulgados, mas estima-se que o negócio esteja avaliado em US$ 139,5 milhões, dos quais US$ 29,5 milhões foram pagos em dinheiro e o restante está vinculado ao futuro desempenho financeiro do Bemobi. A estratégia parece uma saída interessante para reforçar áreas da Opera que não estão expressamente vinculadas ao seu navegador.

Com informações da Reuters e TechCrunch